A doze dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, dois institutos divulgaram nesta terça-feira (13) pesquisas que colocam Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula (PT) — mas por distâncias que não se parecem. No BTG/Nexus, a diferença nos votos válidos é de 4 pontos percentuais. No Gerp, é de 10.
Os dois levantamentos ouviram eleitores em dias que se sobrepõem e declaram a mesma margem de erro, de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
O que cada pesquisa encontrou
BTG/Nexus — nos votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 52% e Lula, 48%. Considerando o total de respostas, são 48% para Flávio e 45% para Lula, com 5% de brancos, nulos ou nenhum dos dois e 2% que não souberam responder. Na pergunta espontânea, feita sem apresentar os nomes, Flávio aparece com 46% e Lula com 44%.
Gerp — nos votos válidos, Flávio tem 55% e Lula, 45%. Na espontânea, a distância é maior: 53% para Flávio e 40% para Lula, com 7% que não souberam responder e 3% que citaram outros nomes.
Rejeição e avaliação do governo
Os dois institutos chegam ao mesmo sinal nas perguntas que não são de intenção de voto, ainda que com números distintos.
Na rejeição — a parcela que diz que não votaria "de jeito nenhum" em cada candidato —, o BTG/Nexus registra 51% para Lula e 47% para Flávio; o Gerp, 53% para Lula e 42% para Flávio.
Na avaliação do governo Lula, o BTG/Nexus aponta 50% de desaprovação contra 45% de aprovação. O Gerp encontra 49% de desaprovação e 45% de aprovação. Na avaliação por conceitos, o BTG/Nexus tem 38% de "péssimo" e 15% de "ótimo".
Como cada uma foi feita
O levantamento do BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores entre 10 e 12 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07997/2026, foi contratado pelo banco BTG Pactual e custou R$ 164.888,89. A onda anterior do mesmo instituto foi a campo entre 25 e 27 de setembro, com 2.000 entrevistados.
O Gerp ouviu 2.400 eleitores nos dias 8, 9 e 12 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança declarado de 95,55%. O registro no TSE é o BR-07877/2026, e o instituto informa ter pago os R$ 10 mil da pesquisa com recursos próprios.
A diferença de amostra, de período de campo e de contratante ajuda a explicar por que dois retratos do mesmo eleitorado, divulgados no mesmo dia, não coincidem. Vale lembrar que a margem de erro de 2 pontos se aplica a cada percentual isoladamente: a distância entre dois candidatos oscila mais do que esse número sugere à primeira vista.
Com informações do Poder360 e da Gazeta do Povo, e dos registros das pesquisas no Tribunal Superior Eleitoral (BR-07997/2026 e BR-07877/2026).




