Pular para o conteúdo
RecortNews
Esportes

Justiça suspende liberação do Maracanã para Vasco x Boca, a uma semana da semifinal da Sul-Americana

Liminar da 1ª vice-presidente do TJRJ derruba a decisão de sexta-feira; o Vasco diz ter vendido 46.014 ingressos e pediu urgência para reverter

Por Redação RecortNews
O estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, em foto de 2009.
O estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, em foto de 2009.Foto: Валерий Дед/Wikimedia Commons, CC BY 3.0

A uma semana do jogo de ida da semifinal da Copa Sul-Americana, o Vasco da Gama voltou a não ter estádio definido para receber o Boca Juniors. A primeira vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargadora Suely Lopes Magalhães, concedeu liminar que suspende a decisão de sexta-feira (9) obrigando o consórcio administrador do Maracanã a liberar o estádio para a partida, marcada para 20 de outubro, às 21h30.

Com a suspensão, volta a valer o cenário anterior, em que o Estádio Nilton Santos é a praça disponível ao clube. A liminar, porém, não determina onde o jogo será disputado: ela manda comunicar o Vasco para que o clube se manifeste junto à Conmebol sobre a indicação do estádio e sobre a venda de ingressos.

O pedido de suspensão partiu da concessionária que administra o Maracanã, a Fla-Flu Serviços.

Os três argumentos da liminar

O primeiro é processual. A decisão de sexta-feira foi dada por outro desembargador enquanto o relator do caso estava de férias, e sem que a concessionária fosse ouvida antes.

O segundo é de segurança pública. Na mesma noite de 20 de outubro, o Maracanãzinho, vizinho ao estádio, recebe Flamengo e Botafogo pelo NBB. A liminar aponta o risco de concentrar torcidas rivais na mesma região e registra que o Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios (Bepe) da Polícia Militar considerou o Nilton Santos apto para a partida — estádio que, nos últimos dois anos, já sediou uma semifinal de Libertadores, uma final de Recopa e um jogo de oitavas da Sul-Americana.

O terceiro é o gramado do Maracanã, recém-instalado, com relatórios técnicos apontando risco de sobrecarga e dano com mais um jogo no calendário.

46 mil ingressos vendidos

O Vasco protocolou pedido de urgência para restabelecer a autorização. O clube alega ter vendido 46.014 ingressos e sustenta que o intervalo mínimo de 72 horas entre partidas estaria sendo aplicado de forma desigual em relação aos outros clubes que usam o estádio, com jogos previstos para 26 e 28 de outubro. Segundo o NetVasco, a própria liminar trata esse ponto como "argumento sério" e não o descarta.

O mandado de segurança segue agora para o desembargador relator sorteado e, depois, para julgamento no Órgão Especial do TJRJ. O mérito sobre o uso do estádio continua em primeira instância. Até que haja nova decisão, o local da partida permanece indefinido — e o Vasco ainda precisa informar à Conmebol onde vai jogar.

Com informações da Agência Brasil, do NetVasco e do portal Sou Brasília.