A Confederação Asiática de Futebol (AFC, na sigla em inglês), que reúne 47 federações nacionais, declarou nesta sexta-feira (23) apoio à reeleição de Gianni Infantino para a presidência da Fifa. O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, o xeque Salman bin Ibrahim Al Khalifa, durante congresso extraordinário em Tóquio, diante dos filiados, e terminou em abraço entre os dois dirigentes.
Infantino busca um quarto mandato. A eleição está marcada para março.
Dois meses antes, a mesma entidade falava em "quebra de confiança"
O apoio inverte a posição que a própria AFC havia tomado pouco mais de dois meses atrás, quando se juntou à Uefa e à Concacaf para afirmar que Infantino cometera uma "quebra fundamental de confiança".
A acusação veio depois do plano do dirigente de vender a investidores privados uma fatia das competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo. A operação era avaliada em US$ 4,2 bilhões e acabou abandonada. Na semana passada, em Zurique, Infantino pediu desculpas ao conselho da Fifa — formado por 37 membros — pelos "erros" cometidos na montagem da proposta.
O xeque Salman reconheceu que houve "problemas" no passado, mas disse que eles não devem ser ligados ao apoio de agora, e apontou a reunião de Zurique como base de um entendimento renovado. Ele ponderou ainda que nem todos os filiados seguirão necessariamente a recomendação, embora a maioria deva fazê-lo.
O repasse às federações sobe de US$ 1 milhão a cada quatro anos para US$ 25 milhões por ano
Em sua resposta, Infantino admitiu os erros, disse ter aprendido com eles e destacou o aumento do apoio financeiro da Fifa às federações filiadas: segundo o dirigente, o repasse passará de US$ 1 milhão a cada quatro anos para US$ 25 milhões por ano a partir de 1º de janeiro.
A conta eleitoral
Candidatos têm até 18 de novembro para registrar candidatura contra Infantino. Até agora, nenhum se inscreveu.
A aritmética ajuda a entender o peso do anúncio desta sexta: as 47 filiadas da AFC equivalem a quase um quarto das 211 federações-membros da Fifa. Um bloco desse tamanho aproxima o atual presidente da maioria simples necessária — ainda que, como lembrou o próprio xeque Salman, o voto de cada federação seja dela.
Com informações de Al Jazeera e inkl (The Independent).




