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Justiça do Rio nega nova liminar e Tifanny Abreu segue fora da Superliga 2026/27

A 14ª Vara Cível entendeu que a "mera discordância" da atleta com o julgamento do STJD não basta para suspender seus efeitos; é a terceira decisão contrária em três semanas

Por Redação RecortNews
A Arena Carioca 1, no Rio, em partida do Grand Prix de vôlei feminino, em junho de 2016. Foto de arquivo, sem relação com o caso.
A Arena Carioca 1, no Rio, em partida do Grand Prix de vôlei feminino, em junho de 2016. Foto de arquivo, sem relação com o caso.Foto: Sir Velpertex di Crantx/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

A oposta Tifanny Abreu segue impedida de disputar as competições organizadas pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A 14ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro indeferiu o novo pedido de liminar apresentado pela defesa da jogadora de Osasco, e a entidade informou o resultado nesta sexta-feira (6).

A ação que tramita na Justiça comum do Rio pede a anulação da decisão do Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol (STJD) que manteve a atleta fora das quadras e, com isso, a devolução do direito de jogar a temporada 2026/27.

O argumento recusado

Ao negar o pedido, a magistrada — cujo nome não consta da comunicação da CBV — sustentou que divergir do resultado do julgamento não é fundamento suficiente para suspendê-lo. "A mera discordância da parte autora quanto ao resultado do julgamento" não autoriza sustar os efeitos do decidido no Mandado de Garantia nº 002/2026, escreveu, conforme o trecho reproduzido pelos portais O Hoje e Lance!.

O mérito da ação não foi apreciado: o que caiu foi o pedido de urgência. O processo continua em curso.

Três semanas, três decisões

16 de outubro — Cerca de uma hora antes da final da Supercopa entre Osasco e Praia Clube, a Justiça do Rio concedeu liminar que liberou a atleta. Ela entrou em quadra, e Osasco venceu por 3 sets a 0 e ficou com o título.

23 de outubro — O Pleno do STJD rejeitou, por unanimidade, o mandado de garantia da defesa. No mesmo dia, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) suspendeu a liminar de primeira instância que a autorizava a jogar a Superliga.

6 de novembro — A 14ª Vara Cível nega o novo pedido de liminar. É a terceira decisão consecutiva contrária à jogadora.

A regra da CBV

A política de elegibilidade em discussão foi anunciada pela confederação em agosto e alinha o regulamento brasileiro aos critérios do Comitê Olímpico Internacional (COI), da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e da Confederação Sul-Americana (CSV), restringindo a categoria feminina a atletas de sexo biológico feminino. Segundo o portal O Hoje, o texto prevê rastreamento genético do gene SRY, com exceções previstas no próprio regulamento, e vale para a Superliga A e B 2026/27, a Supercopa 2026 e a Copa Brasil 2027.

A CBV afirma que cumprirá as decisões da Justiça comum e da Justiça desportiva e descreve a norma como regra geral, aplicada a todas as atletas.

Enquanto a ação não for julgada no mérito, vale a decisão desta sexta: Tifanny está fora da Superliga.

Com informações dos portais O Hoje, Lance! e Terra, e do comunicado da Confederação Brasileira de Voleibol.