A oposta Tifanny Abreu segue impedida de disputar as competições organizadas pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A 14ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro indeferiu o novo pedido de liminar apresentado pela defesa da jogadora de Osasco, e a entidade informou o resultado nesta sexta-feira (6).
A ação que tramita na Justiça comum do Rio pede a anulação da decisão do Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol (STJD) que manteve a atleta fora das quadras e, com isso, a devolução do direito de jogar a temporada 2026/27.
O argumento recusado
Ao negar o pedido, a magistrada — cujo nome não consta da comunicação da CBV — sustentou que divergir do resultado do julgamento não é fundamento suficiente para suspendê-lo. "A mera discordância da parte autora quanto ao resultado do julgamento" não autoriza sustar os efeitos do decidido no Mandado de Garantia nº 002/2026, escreveu, conforme o trecho reproduzido pelos portais O Hoje e Lance!.
O mérito da ação não foi apreciado: o que caiu foi o pedido de urgência. O processo continua em curso.
Três semanas, três decisões
16 de outubro — Cerca de uma hora antes da final da Supercopa entre Osasco e Praia Clube, a Justiça do Rio concedeu liminar que liberou a atleta. Ela entrou em quadra, e Osasco venceu por 3 sets a 0 e ficou com o título.
23 de outubro — O Pleno do STJD rejeitou, por unanimidade, o mandado de garantia da defesa. No mesmo dia, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) suspendeu a liminar de primeira instância que a autorizava a jogar a Superliga.
6 de novembro — A 14ª Vara Cível nega o novo pedido de liminar. É a terceira decisão consecutiva contrária à jogadora.
A regra da CBV
A política de elegibilidade em discussão foi anunciada pela confederação em agosto e alinha o regulamento brasileiro aos critérios do Comitê Olímpico Internacional (COI), da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e da Confederação Sul-Americana (CSV), restringindo a categoria feminina a atletas de sexo biológico feminino. Segundo o portal O Hoje, o texto prevê rastreamento genético do gene SRY, com exceções previstas no próprio regulamento, e vale para a Superliga A e B 2026/27, a Supercopa 2026 e a Copa Brasil 2027.
A CBV afirma que cumprirá as decisões da Justiça comum e da Justiça desportiva e descreve a norma como regra geral, aplicada a todas as atletas.
Enquanto a ação não for julgada no mérito, vale a decisão desta sexta: Tifanny está fora da Superliga.
Com informações dos portais O Hoje, Lance! e Terra, e do comunicado da Confederação Brasileira de Voleibol.




