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Cultura

Leila Guerriero, Gioconda Belli e um poeta maia kaqchikel estão entre os finalistas do novo prêmio do PEN Internacional

A lista curta da primeira edição de "A escrita como resistência" reúne nove candidaturas de oito países; o vencedor será anunciado em novembro, na BookCity Milano

Por Redação RecortNews
A jornalista e escritora argentina Leila Guerriero na Feira Internacional do Livro de Santiago, no Chile, em outubro de 2018.
A jornalista e escritora argentina Leila Guerriero na Feira Internacional do Livro de Santiago, no Chile, em outubro de 2018.Foto: Rodrigo Fernández/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Três das nove candidaturas da primeira lista curta do prêmio PEN–Inge Feltrinelli são latino-americanas: a jornalista e escritora argentina Leila Guerriero, a romancista e poeta nicaraguense Gioconda Belli e o poeta guatemalteco Miguel Ángel Oxlaj Cúmez, que escreve em maia kaqchikel.

O prêmio, cujo lema é "A escrita como resistência", nasceu este ano por iniciativa do PEN Internacional e da editora italiana Feltrinelli, e distingue autores e jornalistas que defendem a liberdade de expressão e os direitos humanos por meio de sua obra. Leva o nome de Inge Feltrinelli, fotojornalista alemã que depois dirigiu a editora.

Nove candidaturas, oito países

A lista reúne oito candidaturas individuais e uma coletiva:

  • Leila Guerriero (Argentina), por seu trabalho sobre as mudanças políticas, sociais e culturais da América Latina e por sua contribuição à preservação da memória;
  • Gioconda Belli (Nicarágua), que teve a nacionalidade retirada pelo governo de Daniel Ortega e Rosario Murillo;
  • Miguel Ángel Oxlaj Cúmez (Guatemala), poeta maia kaqchikel;
  • Aziz Isa Elkun, escritor, tradutor e editor uigur exilado da China;
  • Samay Hamed (Afeganistão), escritor e cineasta crítico do regime talibã;
  • Andrei Kurkov (Ucrânia);
  • Yavuz Ekinci, autor curdo da Turquia;
  • Zukiswa Wanner (África do Sul), escritora e ativista;
  • e, em uma candidatura conjunta, os jornalistas e escritores eritreus Amanuel Asrat, Dawit Isaak, Idris Said "Abu Are" e Fessehaye "Joshua" Yohannes, incomunicáveis desde 2001. A indicação coincide com os 25 anos de sua detenção e desaparecimento.

A composição da lista diz algo sobre o critério do júri: com exceção de Kurkov, todos os indicados escrevem a partir do exílio, da prisão, de uma língua minorizada ou de um país que lhes tirou alguma coisa — a nacionalidade, a liberdade, o direito de publicar.

Quem decide e quando

O júri é presidido por Burhan Sönmez, presidente do PEN Internacional, e integrado também por Tanja Tuma, Kim Echlin, Andrea Bajani, Paolo Giordano e Widad Tamimi. O nome do vencedor será anunciado durante a BookCity Milano, o festival do livro que acontece em Milão de 23 a 29 de novembro de 2026.

O ano de Guerriero

Guerriero, com mais de três décadas de jornalismo narrativo e não ficção, chega a esta lista depois de um ano de reconhecimentos: recebeu o prêmio Maria Moors Cabot de jornalismo internacional e o Premio Strega Europeo por seu livro La llamada.

Com informações de Infobae e Publishing Perspectives.