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Política

Peru elege no domingo 13.148 autoridades regionais e municipais

O cadastro definitivo aprovado pelo JNE soma 26.314.724 eleitores; estão em jogo 25 governos regionais, 196 prefeituras provinciais e 1.696 distritais para o período 2027-2030

Por Redação RecortNews
O Palacio Municipal de Lima, sede da prefeitura metropolitana disputada em 4 de outubro, em imagem de 2023.
O Palacio Municipal de Lima, sede da prefeitura metropolitana disputada em 4 de outubro, em imagem de 2023.Foto: Ovruni/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

O Peru vota no domingo, 4 de outubro, nas Eleições Regionais e Municipais de 2026, a consulta que renova por completo o poder subnacional do país. Estão em jogo 13.148 cargos, e o cadastro definitivo aprovado pelo Jurado Nacional de Elecciones (JNE, a Justiça Eleitoral peruana) soma 26.314.724 eleitores.

Os eleitos assumem em 2027 e ficam no cargo até 2030, de modo que a gestão deles se superpõe quase exatamente ao período presidencial iniciado este ano. Quem ganhar um governo regional ou uma prefeitura no domingo vai negociar obras, transferências e segurança com o governo nacional durante os quatro anos completos.

O que exatamente está em jogo

O pacote de cargos se divide em três níveis. No regional: 25 governos, 25 vice-governos e 364 cadeiras de conselheiro. No provincial: 196 prefeituras e 1.724 cadeiras de vereador. No distrital: 1.696 prefeituras e 9.118 cadeiras de vereador.

As seções de votação funcionam das 7h às 17h, segundo a informação divulgada pelas autoridades eleitorais. Em 3 de outubro, um dia antes da votação, vence o último prazo para excluir candidatos por motivos legais, de acordo com o cronograma do JNE.

Lima, a peça mais disputada

A prefeitura de Lima Metropolitana concentra a atenção pelo tamanho do eleitorado e pelo perfil dos candidatos. As pesquisas publicadas nos últimos meses mudaram a ordem mais de uma vez: em meados do ano, o Ipsos colocava Carlos Bruce (Somos Perú) na frente, e um levantamento do CPI divulgado pela rádio RPP em 19 de setembro mostrou Rafael López Aliaga (Renovación Popular) liderando na maioria dos distritos medidos, com percentuais que iam de 23,4% a 47,8%.

A mesma pesquisa registrou um dado que torna frágil qualquer prognóstico: a proporção de eleitores que ainda não havia definido o voto oscilava entre 3,6% em Santiago de Surco e 35,2% em Comas. Em Surco, além disso, Bruce aparecia à frente com 40,0% contra 39,1% de López Aliaga, dentro da margem em que dois candidatos são indistinguíveis.

Na disputa limenha também concorrem figuras que passaram pelo gabinete nacional, entre elas Bruce, ex-ministro da Habitação, e Daniel Urresti, ex-ministro do Interior.

O que está em jogo para os partidos

A eleição não distribui apenas cargos: também decide quais organizações sobrevivem. Para manter o registro, os partidos precisam apresentar candidaturas em pelo menos nove das 25 regiões, exigência que empurra as legendas pequenas a esticar suas listas para além de onde têm estrutura real.

Com informações de Gestión, Infobae, Diario Correo e da agência EFE.