A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) lançou na quinta-feira (1º), durante a COB Expo, no Pro Magno Centro de Eventos, em São Paulo, a 33ª edição da Superliga. A temporada 2026/27 começa ainda em outubro e traz duas mudanças que os jogadores vão sentir desde a primeira partida.
Mais duas trocas por set
O número de substituições por set sobe de seis para oito. É uma alteração pequena no papel e grande no banco: amplia o espaço para rodar elenco dentro do set, encurta o custo de uma troca mal-sucedida e tende a favorecer os times de maior profundidade — justamente os que hoje concentram a disputa pelo título.
A segunda mudança é de arbitragem. Os árbitros passam a cobrar mais rigor em conduções e no toque-ataque, o ataque executado com a bola acompanhada pela mão em vez de golpeada. A orientação é que o movimento só seja aceito quando a bola sai nitidamente dos dedos.
Norde Vôlei recoloca o Nordeste na elite
O Norde Vôlei, do Ceará, estreia na divisão principal. É a primeira equipe nordestina na Superliga desde 2023, e o projeto é dirigido pelo campeão olímpico Marcelo Negrão.
A entrada do clube ajuda a explicar o desenho desta edição: 24 equipes — 12 no masculino e 12 no feminino — representando 18 cidades, sete estados e o Distrito Federal, em cerca de 290 partidas distribuídas por sete meses de calendário.
Pelas contas da CBV, a competição tem 41 estrangeiros inscritos, entre 38 atletas e três técnicos, além de parte da base das seleções que garantiram a classificação do Brasil para os Jogos de Los Angeles, em 2028.
Quem defende o título
O Sada Cruzeiro é o atual campeão masculino e o Dentil Praia Clube, o feminino. Segundo o jornal O Tempo, a Superliga feminina começa em 17 de outubro e a masculina em 21.
Os jogos têm transmissão do Grupo Globo em três frentes: SporTV2 na TV paga, GeTV no YouTube e TV Globo em partidas decisivas. O patrocínio da temporada reúne Banco do Brasil, Enel, Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), Recoma e Mikasa.
"A Superliga representa muito para o voleibol brasileiro. A cada temporada buscamos avançar em todos os aspectos, seja esportivo, tecnológico, de arbitragem ou de apoio aos clubes", disse o presidente da CBV, Radamés Lattari, no lançamento.
Com informações da Gazeta Esportiva, do Melhor do Vôlei, da Máquina do Esporte e do jornal O Tempo.




