A exposição do Turner Prize 2026, o prêmio mais conhecido de arte contemporânea do Reino Unido, foi aberta no sábado (26) no Middlesbrough Institute of Modern Art (MIMA), no nordeste da Inglaterra, com os trabalhos dos quatro artistas finalistas. A mostra fica em cartaz até 29 de março de 2027.
O vencedor será anunciado em 10 de dezembro de 2026 e receberá 25 mil libras (cerca de R$ 180 mil pela cotação atual). Os outros três finalistas levam 10 mil libras cada.
Os quatro finalistas
- Simeon Barclay, indicado pela performance The Ruin, que combina palavra falada com percussão e trompa ao vivo.
- Kira Freije, pela exposição Unspeak the Chorus, com esculturas de metal e tecido em que rostos expressivos emergem da estrutura.
- Marguerite Humeau, por Torches, instalação escultórica sobre a formação da vida e futuros imaginados.
- Tanoa Sasraku, por Morale Patch, instalação conceitual que parte da história política do petróleo para tratar de geopolítica.
Segundo a apresentação da mostra, os quatro conjuntos percorrem temas que vão de "animais e sobrevivência" a "memória, sociedade e experiência pessoal".
Um prêmio dentro de uma universidade
A edição de 2026 tem uma particularidade institucional: é a primeira vez que o Turner Prize é sediado dentro de uma universidade. O MIMA integra a Universidade de Teesside, em Middlesbrough — uma cidade industrial que não costuma aparecer no circuito de arte britânico, concentrado em Londres.
A escolha segue a política adotada pela Tate nos últimos anos de rodar a exposição por cidades fora da capital, depois de edições em lugares como Hull, Margate e Bradford.
O júri
O júri é presidido por Alex Farquharson, diretor da Tate Britain, e integrado por Sarah Allen, Joe Hill, Sook-Kyung Lee e Alona Pardo.
Criado em 1984 e concedido pela Tate, o Turner Prize é atribuído a um artista que viva ou trabalhe no Reino Unido, com base em uma exposição ou apresentação realizada nos doze meses anteriores. Ao longo de quatro décadas, tornou-se tanto um termômetro da arte britânica quanto um gerador recorrente de polêmica pública sobre o que conta como arte.
Com informações da Tate e da Euronews.




