A Seleção Brasileira venceu a Austrália por 4 a 2 nesta terça-feira (29), no Suncorp Stadium, em Brisbane, e encerrou com uma vitória a dupla de amistosos disputada em solo australiano. No primeiro encontro, quatro dias antes, as equipes tinham empatado em 1 a 1.
O Brasil saiu na frente ainda nos primeiros minutos, com Vanderson, que apareceu pela direita da área e finalizou. A reação australiana veio concentrada num intervalo curto: Circati empatou aos 29 minutos e Metcalfe virou aos 33, deixando a seleção anfitriã à frente por pouco mais de dez minutos. Antes de o primeiro tempo acabar, Raphinha converteu um pênalti e restabeleceu a igualdade.
Dois gols de pênalti e o desempate no segundo tempo
A segunda etapa foi de controle brasileiro. Bruno Guimarães colocou o time novamente em vantagem por volta dos 20 minutos do período, e Vinícius Júnior fechou a conta na reta final, também de pênalti — o segundo marcado a favor do Brasil na partida.
Dois dos quatro gols brasileiros, portanto, saíram da marca da cal, um dado que ajuda a dimensionar o jogo: a Austrália não foi um adversário passivo, e boa parte da diferença no placar veio de faltas dentro da área, não de superioridade contínua em campo.
Sete mudanças e a volta do 4-3-3
Carlo Ancelotti trocou sete titulares em relação ao primeiro amistoso e desmontou o desenho com quatro jogadores de frente que havia testado dias antes, voltando a um 4-3-3 mais convencional. A equipe começou com Otávio; Vanderson, Jair, Gabriel Magalhães e Mauro Júnior; Bruno Guimarães, Danilo e Gabriel Bontempo; Rayan, Raphinha e Vinícius Júnior.
O goleiro Otávio e o meio-campista Gabriel Bontempo fizeram sua primeira partida pela seleção principal já como titulares. Arthur Dias e Breno Bidon também estrearam, entrando no decorrer do jogo. Rayan, que havia marcado o gol de empate no primeiro amistoso, começou na vaga antes ocupada por Estêvão.
Próximo jogo é contra a Índia
A janela de compromissos da Fifa se encerra para o Brasil em 3 de outubro, contra a Índia, em Calcutá — um adversário inédito para a seleção. Perguntado sobre o peso do jogo, Ancelotti disse que "não existe amistoso" para o Brasil, numa resposta que antecipa a intenção de manter o rodízio de testes sem afrouxar a postura em campo.
Com informações do Lance!, do 10frames, da CNN Brasil, da Band e da Fifa.




