A seleção brasileira de futsal down venceu a Argentina por 10 a 1 na final do Mundial de 2026, disputada em Mérida, no México, e chegou ao quarto título da modalidade. O placar largo fechou uma campanha em que o Brasil não perdeu nenhuma partida.
O futsal down é disputado exclusivamente por atletas com síndrome de Down e tem no Brasil uma das seleções mais fortes do circuito internacional. A competição no México foi organizada com a participação da Confederação Brasileira de Esportes para Pessoas com Síndrome de Down (CBDI), responsável pela seleção.
Uma campanha sem derrotas
Brasil e Argentina já haviam se enfrentado na estreia do torneio, e o resultado tinha sido parecido: 9 a 3 para os brasileiros. Na fase de grupos, a seleção também goleou a Guatemala por 13 a 2. A final repetiu o adversário da primeira rodada — desta vez com uma diferença ainda maior no placar.
29 — o número de gols marcados por Renato Gregório ao longo da competição. O atleta, que defende o Corinthians, foi escolhido o melhor jogador do Mundial.
O volume de gols ajuda a explicar por que a campanha brasileira foi tão desequilibrada: em três partidas de que se tem o placar divulgado, a seleção marcou 32 vezes e sofreu 6.
O técnico que acompanhou de longe
O coordenador técnico da seleção, Antônio Carlos da Silva, não pôde viajar ao México. Ele passou por uma cirurgia cardíaca poucos dias antes do início do torneio e acompanhou a campanha à distância. Em publicação no site da CBDI, o coordenador técnico da entidade, Wilson Lopes Jr., prestou homenagem a ele e afirmou que, mesmo ausente, Antônio Carlos esteve presente na conquista.
O título mantém o Brasil como principal força da modalidade, numa temporada em que o país também garantiu vaga olímpica no vôlei e somou medalhas em competições de ginástica artística.
Com informações da Agência Brasil e da Confederação Brasileira de Esportes para Pessoas com Síndrome de Down (CBDI).



