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Brasil leva três ouros em um sábado no Mundial Paralímpico de Judô e Alana Maldonado é tetracampeã

Com Alana Maldonado, Arthur Silva e Brenda Freitas no lugar mais alto do pódio em Tbilisi, a delegação chegou a dez medalhas — 3 ouros, 5 pratas e 2 bronzes — e lidera o quadro.

Por Redação RecortNews
Alana Maldonado na final do judô até 70 kg dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, diante da georgiana Ina Kaldani.
Alana Maldonado na final do judô até 70 kg dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, diante da georgiana Ina Kaldani.Foto: Pedro Ramos/rededoesporte.gov.br/Wikimedia Commons, CC BY 3.0 br

Três finais, três vitórias. O Brasil fechou o sábado (26) na liderança do quadro de medalhas do Mundial Paralímpico de Judô, disputado em Tbilisi, na Geórgia, com dez pódios acumulados: três ouros, cinco pratas e dois bronzes. A delegação brasileira levou 24 atletas à competição, que começou na sexta-feira (25) e termina neste domingo (27).

Maldonado decide no golden score

O primeiro ouro do dia veio na categoria até 70 kg da classe J2, destinada a atletas com baixa visão. Alana Maldonado, de São Paulo, precisou do golden score — a prorrogação do judô — para superar a cazaque Ayala Mereke com um wazari.

É o quarto título mundial da judoca, que também é bicampeã paralímpica, com o ouro mais recente em Paris 2024. "Essa vitória não é só minha, é de uma equipe. Estou muito feliz", disse Maldonado, em declaração divulgada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Arthur Silva repete Astana

Na classe J1, de atletas cegos, Arthur Silva venceu a final dos até 95 kg contra o britânico Daniel Powell, também por wazari. O potiguar, campeão paralímpico em Paris 2024, confirmou o bicampeonato mundial: havia vencido a edição de 2025, em Astana, no Cazaquistão.

"Finalmente chegou. É uma sensação de dever cumprido", afirmou o judoca.

Brenda Freitas resolve em menos de um minuto

A final mais rápida foi a de Brenda Freitas, na categoria até 70 kg da classe J1. A carioca aplicou um ippon na chinesa Wang Wenjing antes de o relógio marcar um minuto e manteve o título mundial que já era seu.

"Estou muito, muito feliz com esse resultado", resumiu.

O que mais o Brasil somou

Além dos três ouros, o sábado rendeu duas pratas — com Milena Freitas, na categoria acima de 70 kg da classe J1, e Marcelo Casanova, nos até 95 kg da J2 — e dois bronzes, de Rebeca Silva (acima de 70 kg, J2) e Felipe Amorim (acima de 95 kg, J2).

O saldo de dez medalhas em dois dias de competição dá a dimensão da profundidade do elenco: o Brasil não depende de um ou dois nomes para pontuar no judô paralímpico, e chegou ao topo do quadro distribuindo pódios por seis atletas diferentes apenas nas finais e disputas de terceiro lugar do sábado.

Com informações da Agência Brasil e do Comitê Paralímpico Brasileiro.