Três finais, três vitórias. O Brasil fechou o sábado (26) na liderança do quadro de medalhas do Mundial Paralímpico de Judô, disputado em Tbilisi, na Geórgia, com dez pódios acumulados: três ouros, cinco pratas e dois bronzes. A delegação brasileira levou 24 atletas à competição, que começou na sexta-feira (25) e termina neste domingo (27).
Maldonado decide no golden score
O primeiro ouro do dia veio na categoria até 70 kg da classe J2, destinada a atletas com baixa visão. Alana Maldonado, de São Paulo, precisou do golden score — a prorrogação do judô — para superar a cazaque Ayala Mereke com um wazari.
É o quarto título mundial da judoca, que também é bicampeã paralímpica, com o ouro mais recente em Paris 2024. "Essa vitória não é só minha, é de uma equipe. Estou muito feliz", disse Maldonado, em declaração divulgada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
Arthur Silva repete Astana
Na classe J1, de atletas cegos, Arthur Silva venceu a final dos até 95 kg contra o britânico Daniel Powell, também por wazari. O potiguar, campeão paralímpico em Paris 2024, confirmou o bicampeonato mundial: havia vencido a edição de 2025, em Astana, no Cazaquistão.
"Finalmente chegou. É uma sensação de dever cumprido", afirmou o judoca.
Brenda Freitas resolve em menos de um minuto
A final mais rápida foi a de Brenda Freitas, na categoria até 70 kg da classe J1. A carioca aplicou um ippon na chinesa Wang Wenjing antes de o relógio marcar um minuto e manteve o título mundial que já era seu.
"Estou muito, muito feliz com esse resultado", resumiu.
O que mais o Brasil somou
Além dos três ouros, o sábado rendeu duas pratas — com Milena Freitas, na categoria acima de 70 kg da classe J1, e Marcelo Casanova, nos até 95 kg da J2 — e dois bronzes, de Rebeca Silva (acima de 70 kg, J2) e Felipe Amorim (acima de 95 kg, J2).
O saldo de dez medalhas em dois dias de competição dá a dimensão da profundidade do elenco: o Brasil não depende de um ou dois nomes para pontuar no judô paralímpico, e chegou ao topo do quadro distribuindo pódios por seis atletas diferentes apenas nas finais e disputas de terceiro lugar do sábado.
Com informações da Agência Brasil e do Comitê Paralímpico Brasileiro.




