A Fórmula 1 anunciou no sábado (7) que o Grande Prêmio de São Paulo continuará a ser disputado no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, até 2035. São cinco temporadas a mais do que previa o contrato em vigor, renegociado em 2023, que terminava em 2030.
O anúncio chegou na véspera da corrida. A etapa paulistana é a 20ª do calendário de 2026 e fecha neste domingo (8) um fim de semana de pista que começou na sexta-feira.
A única parada sul-americana
Interlagos é hoje o único Grande Prêmio da América do Sul no campeonato mundial. O autódromo estreou no calendário em 1973 e dividiu a corrida brasileira com o Rio de Janeiro em parte dos anos 1980, antes de assumir a etapa em definitivo. Com a renovação, a presença do circuito no campeonato passa a atravessar mais de seis décadas.
A pista é também um dos endereços onde o campeonato se decidiu: foi lá que Ayrton Senna venceu em casa pela primeira vez, em 1991, que Kimi Räikkönen levou o título com a Ferrari em 2007 e que Lewis Hamilton conquistou o primeiro de seus campeonatos, com a McLaren, em 2008.
O que a prefeitura entra no acordo
Segundo a Fórmula 1, o novo contrato vem acompanhado de "investimentos significativos" da prefeitura de São Paulo, administrada por Ricardo Nunes, voltados à experiência do público no autódromo. Nem a categoria nem a prefeitura divulgaram valores, prazos de obra ou a lista do que será feito.
A cobrança por infraestrutura, aliás, veio da própria categoria: segundo o Estadão, o dirigente máximo da Fórmula 1 pediu melhorias no autódromo ao tratar da renovação. É o ponto a acompanhar — o contrato está assinado, a contrapartida ainda não tem número público.
"Parte importante da história"
"O Brasil é uma parte importante da história e do futuro da Fórmula 1", disse o presidente-executivo da categoria, Stefano Domenicali, ao anunciar a extensão. Ele acrescentou que está satisfeito por o acordo de cinco anos manter a Fórmula 1 correndo em São Paulo até 2035 e classificou como "extraordinária" a paixão do público brasileiro, que, segundo ele, se sente nas tribunas e na cidade.
Com informações da Agência Brasil, da CNN Brasil e do Estadão.




