A 20ª edição dos Jogos Asiáticos abre neste sábado, 19, na província de Aichi e na cidade de Nagoya, no Japão. A cerimônia está marcada para as 18h locais — 6h em Brasília — no Estádio Paloma Mizuho, e a competição vai até 4 de outubro.
É o maior evento multiesportivo do calendário de 2026, e a terceira vez que o Japão recebe os Jogos, depois de Tóquio, em 1958, e Hiroshima, em 1994. O lema oficial da organização é "ONE ASIA".
O tamanho da coisa
- 45 países, mais a equipe de refugiados da Ásia, em 46 delegações
- mais de 11 mil atletas, segundo a Al Jazeera
- 43 esportes, 71 disciplinas e 469 provas valendo medalha
- 54 locais de competição
Futebol e basquete começaram antes da abertura, como é praxe em eventos desse porte.
Seis modalidades estreantes
Entram no programa surfe, BMX freestyle, MMA, padel, teqball e taekwondo virtual — uma lista que diz bastante sobre para onde o esporte de arena está olhando: modalidades urbanas, de rápido consumo televisivo e, em dois casos, sem tradição olímpica alguma.
Sete esportes valem vaga para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028: hóquei, squash, surfe, tiro com arco, vela, tênis e triatlo. Nesses, a disputa em Nagoya tem peso classificatório e não apenas continental.
Historicamente, a China domina o quadro de medalhas — foram 383 na edição de 2023 —, com o Japão em segundo.
O problema da cama
A organização chegou à véspera com uma conta que não fechou. O comitê planejou hospedagem para 15 mil pessoas e recebeu mais de 17 mil, por causa de provas acrescentadas ao programa e de delegações maiores que o contratado.
A solução foi improvisada em três frentes: o navio de cruzeiro Costa Serena, atracado para abrigar de 4 mil a 5 mil atletas; cabanas montadas em contêineres para outras 2 mil pessoas; e hotéis da região. Atletas relatam quartos apertados, camas curtas e problemas na separação por gênero. Chuvas recordes nos dias anteriores ainda forçaram remoções temporárias.
O custo dos Jogos também subiu: a estimativa inicial de 85 bilhões de ienes havia chegado a 140,5 bilhões — cerca de 927 milhões de dólares — já em 2023, e foi o que levou a organização a descartar uma vila olímpica construída do zero.
Com informações da Al Jazeera e do site oficial do comitê organizador de Aichi-Nagoya 2026.



