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Alexander Zverev será o número 1 do mundo a partir de 2 de novembro, o primeiro alemão no posto desde Boris Becker em 1991

A vitória sobre o holandês Tallon Griekspoor por 6-4 e 7-5 no ATP 500 de Viena garantiu a liderança com uma semana de antecedência; aos 29 anos, Zverev é o 30º tenista a chegar ao topo do ranking desde 1973.

Por Redação RecortNews
Alexander Zverev antes de uma partida no Miami Open de 2026.
Alexander Zverev antes de uma partida no Miami Open de 2026.Foto: Rick Munroe/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

O alemão Alexander Zverev será o número 1 do ranking mundial de tênis masculino a partir de 2 de novembro, quando a ATP publicar a próxima atualização da lista. A vaga foi garantida matematicamente em 29 de outubro, com a vitória sobre o holandês Tallon Griekspoor por 6-4 e 7-5 na segunda rodada do Erste Bank Open, o ATP 500 de Viena.

É a primeira vez que Zverev chega ao topo, no 11º ano de carreira profissional. Ele se torna o 30º tenista a liderar o ranking desde a criação da lista, em 1973, e o primeiro alemão no posto desde Boris Becker, em 1991 — um intervalo de 35 anos.

A partida

Zverev fechou o jogo em 1h35 sem ceder um único break point, segundo o site da ATP e o Tennis Majors. Ele deu 11 aces e ganhou 35 dos 39 pontos em que acertou o primeiro saque, 90% de aproveitamento.

Foi a décima vitória dele sobre Griekspoor em 13 encontros — a primeira vez que o alemão bate dez vezes um mesmo adversário. A campanha de 2026 passou a 64 vitórias e 16 derrotas, e a classificação em Viena é a 13ª ida às quartas de final no ano, mais do que qualquer outro jogador do circuito.

O que vem agora

Nas quartas, o adversário é o britânico Arthur Fery, de 24 anos, semifinalista em Viena nesta temporada, que eliminou o italiano Lorenzo Musetti por 6-4, 5-7 e 6-4 em 2h44.

Aos 29 anos, Zverev é o segundo tenista mais velho a alcançar o primeiro lugar pela primeira vez. Ele passa à frente do espanhol Carlos Alcaraz e do italiano Jannik Sinner, que está lesionado, conforme noticiaram a SBS e o Tennis Majors. Se mantiver a liderança até o fim do Aberto da Austrália, somará 13 semanas no posto, uma a mais do que o recorde alemão de Becker.

Nas palavras dele

"Ter a sensação de estar no topo do mundo é incrível", disse Zverev ao site da ATP. Em entrevista reproduzida pelo Tennis Majors, em alemão, ele classificou a conquista como algo pelo qual trabalhou durante anos e fez uma ressalva sobre o rival italiano: "Eu fui o segundo melhor jogador", afirmou, acrescentando que, em tênis puro e com saúde, Sinner é o melhor do mundo.

Sobre a chance de perder a ponta logo depois de alcançá-la, foi direto: "Eu teria que jogar muito mal daqui para frente para perder o número 1."

A observação que o número carrega é sobre calendário, não sobre talento: Zverev chega ao topo em um ano em que não ganhou Grand Slam, mas em que somou mais semanas de disponibilidade física que os dois rivais à frente dele — o próprio alemão insiste que estar íntegro é "uma parte absolutamente enorme" do esporte.

Com informações do site da ATP, do Tennis Majors, da SBS e da Prensa Latina.