O alemão Alexander Zverev será o número 1 do ranking mundial de tênis masculino a partir de 2 de novembro, quando a ATP publicar a próxima atualização da lista. A vaga foi garantida matematicamente em 29 de outubro, com a vitória sobre o holandês Tallon Griekspoor por 6-4 e 7-5 na segunda rodada do Erste Bank Open, o ATP 500 de Viena.
É a primeira vez que Zverev chega ao topo, no 11º ano de carreira profissional. Ele se torna o 30º tenista a liderar o ranking desde a criação da lista, em 1973, e o primeiro alemão no posto desde Boris Becker, em 1991 — um intervalo de 35 anos.
A partida
Zverev fechou o jogo em 1h35 sem ceder um único break point, segundo o site da ATP e o Tennis Majors. Ele deu 11 aces e ganhou 35 dos 39 pontos em que acertou o primeiro saque, 90% de aproveitamento.
Foi a décima vitória dele sobre Griekspoor em 13 encontros — a primeira vez que o alemão bate dez vezes um mesmo adversário. A campanha de 2026 passou a 64 vitórias e 16 derrotas, e a classificação em Viena é a 13ª ida às quartas de final no ano, mais do que qualquer outro jogador do circuito.
O que vem agora
Nas quartas, o adversário é o britânico Arthur Fery, de 24 anos, semifinalista em Viena nesta temporada, que eliminou o italiano Lorenzo Musetti por 6-4, 5-7 e 6-4 em 2h44.
Aos 29 anos, Zverev é o segundo tenista mais velho a alcançar o primeiro lugar pela primeira vez. Ele passa à frente do espanhol Carlos Alcaraz e do italiano Jannik Sinner, que está lesionado, conforme noticiaram a SBS e o Tennis Majors. Se mantiver a liderança até o fim do Aberto da Austrália, somará 13 semanas no posto, uma a mais do que o recorde alemão de Becker.
Nas palavras dele
"Ter a sensação de estar no topo do mundo é incrível", disse Zverev ao site da ATP. Em entrevista reproduzida pelo Tennis Majors, em alemão, ele classificou a conquista como algo pelo qual trabalhou durante anos e fez uma ressalva sobre o rival italiano: "Eu fui o segundo melhor jogador", afirmou, acrescentando que, em tênis puro e com saúde, Sinner é o melhor do mundo.
Sobre a chance de perder a ponta logo depois de alcançá-la, foi direto: "Eu teria que jogar muito mal daqui para frente para perder o número 1."
A observação que o número carrega é sobre calendário, não sobre talento: Zverev chega ao topo em um ano em que não ganhou Grand Slam, mas em que somou mais semanas de disponibilidade física que os dois rivais à frente dele — o próprio alemão insiste que estar íntegro é "uma parte absolutamente enorme" do esporte.
Com informações do site da ATP, do Tennis Majors, da SBS e da Prensa Latina.




