O Grande Prêmio da Cidade do México, 19ª etapa do calendário 2026 da Fórmula 1, pode encerrar o campeonato de pilotos neste domingo, 1º de novembro. Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes, chega ao Autódromo Hermanos Rodríguez com 365 pontos e vantagem de 123 sobre o companheiro de equipe George Russell e de 124 sobre Lewis Hamilton (Ferrari), os dois únicos rivais que ainda têm chance matemática.
As contas que faltam
A classificação oficial da categoria traz Antonelli na frente, com 365 pontos, seguido de Russell, com 242; Hamilton, com 241; Max Verstappen (Red Bull), com 236; Charles Leclerc (Ferrari), com 233; e Lando Norris (McLaren), com 211.
Depois do México restam quatro corridas: São Paulo (6 a 8 de novembro), Las Vegas (19 a 21), Catar (27 a 29) e Abu Dhabi (4 a 6 de dezembro). Nenhuma delas tem corrida sprint: o calendário que a FIA e a Fórmula 1 anunciaram para 2026 colocou a última das seis provas curtas do ano em Cingapura, em meados de outubro.
Isso deixa 125 pontos em jogo contando o México, a 25 por corrida. Com essa conta, Verstappen — 236 pontos — não alcança o total que Antonelli já tem, e o mesmo vale para Leclerc e Norris: a briga ficou reduzida a três pilotos, dois deles da Mercedes.
Segundo o detalhamento de cenários publicado pelo Infobae, Antonelli é campeão no domingo se terminar em nono lugar ou melhor. O décimo lugar também basta, desde que Russell não vença a corrida. Se ficar fora da zona de pontos ou abandonar, a definição se transfere para São Paulo — a não ser que nem Russell nem Hamilton ganhem no México. Para Hamilton, a única porta aberta é vencer e o italiano não pontuar.
Se o título for resolvido na capital mexicana, Antonelli se tornará o campeão mais jovem da história da Fórmula 1 — à frente de Sebastian Vettel, que conseguiu o feito em 2010, com 23 anos e 134 dias — e o primeiro italiano a ganhá-lo desde Alberto Ascari, em 1953. Será, ainda, sua 43ª corrida na categoria. No campeonato de construtores, a Mercedes lidera com 133 pontos de vantagem e pode fechar a conta no México se somar o máximo de 43 pontos e a Ferrari não passar de quatro.
Uma pista a 2.200 metros de altitude
O Autódromo Hermanos Rodríguez tem 4,304 quilômetros, 17 curvas e uma reta principal de cerca de 1,2 quilômetro. A corrida de domingo são 71 voltas, 305,354 quilômetros no total.
O dado que organiza todo o fim de semana não está no traçado, e sim na altitude: o circuito fica a mais de 2.200 metros acima do nível do mar. O ar menos denso reduz a carga aerodinâmica — os carros rodam com asas de carga máxima e ainda assim geram menos apoio do que em qualquer outro traçado — e dificulta o resfriamento de motores e freios. É por isso que o México costuma castigar as equipes que chegam com menos margem térmica.
Pérez, 300 corridas e a conta zerada
Sergio Checo Pérez disputa na Cidade do México seu Grande Prêmio número 300, marca que na história da Fórmula 1 só foi cruzada por pilotos como Hamilton, Michael Schumacher, Vettel, Fernando Alonso, Kimi Räikkönen, Jenson Button e Rubens Barrichello.
O mexicano estreou no GP da Austrália de 2011, pela Sauber, e acumula, em 15 temporadas, seis vitórias, 39 pódios e três pole positions. Passou por McLaren, Force India, Racing Point e Red Bull, e neste ano corre pela Cadillac, a equipe que entrou no grid em 2026, ao lado do americano Colton Herta. Chega à corrida 300 ainda sem pontuar na temporada.
O primeiro treino livre terá uma particularidade: segundo o El Financiero, dez novatos ocuparão os carros dos titulares nessa sessão.
Horários do fim de semana
Os horários, no fuso do centro do México (4 horas a menos que Brasília):
- Sexta-feira, 30 de outubro: treino livre 1 às 12h30 e treino livre 2 às 16h.
- Sábado, 31 de outubro: treino livre 3 às 11h30 e classificação às 15h.
- Domingo, 1º de novembro: desfile de pilotos às 12h, hino nacional às 13h44 e largada às 14h.
Ao longo dos três dias também correm, no mesmo autódromo, a GTM Super Copa, o Masters Historic e a Fórmula 4 NACAM.
Com informações da Fórmula 1, da FIA, do Infobae, do El Financiero e da TV Azteca.




