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Boca e Montevideo City Torque seguram a presença não brasileira nas semifinais da Sul-Americana

O clube uruguaio virou um 2 a 0 contra com uma goleada de 3 a 0 no Centenário, e o Boca empatou em 1 a 1 no Morumbi. A final será em 21 de novembro, em Barranquilla.

Por Redação RecortNews
Vista aérea do Estádio Centenário, em Montevidéu, onde o Montevideo City Torque virou a série contra o Cienciano, em imagem de 2017.
Vista aérea do Estádio Centenário, em Montevidéu, onde o Montevideo City Torque virou a série contra o Cienciano, em imagem de 2017.Foto: Marcelo Campi/Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0

As quartas de final da Copa Sul-Americana de 2026 se encerraram na quinta-feira, 17 de setembro, e definiram um chaveamento de semifinais com três países representados: o Boca Juniors, da Argentina, enfrenta o Vasco da Gama, do Brasil, e o Atlético Mineiro, também brasileiro, mede forças com o Montevideo City Torque, do Uruguai.

Os confrontos serão disputados ao longo de outubro, em jogos de ida e volta. A Conmebol ainda precisa confirmar o calendário exato.

A virada do Torque no Centenário

A classificação mais difícil foi a do clube uruguaio. O Montevideo City Torque havia perdido por 2 a 0 em 10 de setembro, no Estadio Inca Garcilaso de la Vega, em Cusco, para o Cienciano, com gols de Cristian Souza e Maximiliano Amondaraín.

Na volta, em 17 de setembro, no Estádio Centenário, o time uruguaio venceu por 3 a 0 e virou a série. Salomón Rodríguez marcou aos 38 e aos 57 minutos, e Nahuel da Silva selou a classificação nos acréscimos, aos 90+1. O placar agregado terminou em 3 a 2 para o Torque.

O Cienciano era o último representante peruano na competição.

O Boca sobreviveu no Morumbi

O Boca Juniors chegava com vantagem mínima: havia vencido por 1 a 0 em Buenos Aires, em 9 de setembro. Na volta, em 15 de setembro, no Morumbi, empatou em 1 a 1 com o São Paulo e avançou com 2 a 1 no agregado.

O Vasco da Gama, por sua vez, eliminou o Independiente Santa Fe, da Colômbia, depois de empatar sem gols no jogo de ida, em Bogotá.

Os pênaltis decidiram a outra chave

O confronto entre Atlético Mineiro e Santos foi o mais longo. O time de Belo Horizonte havia perdido por 2 a 0 na ida e venceu por 4 a 2 na Arena MRV, em 16 de setembro, com gols de Bernard logo no primeiro minuto, Reinier aos 20 e aos 41, e um gol contra de Lyanco aos 29. O Santos descontou com Gabigol aos 72 e Tomás Cuello aos 92.

Com 4 a 4 no agregado após a prorrogação, a série foi para os pênaltis: 3 a 1 para o Atlético. O goleiro reserva Gabriel Delfim defendeu três cobranças, uma delas de Gabigol. A eliminação deixou de fora o Santos de Neymar.

As duas finais, em novembro

A final única da Copa Sul-Americana está marcada para sábado, 21 de novembro, no Estadio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla. Uma semana depois, no sábado, 28 de novembro, o Estádio Centenário, em Montevidéu, recebe a final da Copa Libertadores.

A coincidência deixa o Uruguai em uma posição peculiar: o país sedia a final do torneio principal enquanto seu único clube ainda vivo tenta chegar à final do outro, na Colômbia.

Somadas as duas competições, dos oito semifinalistas cinco são brasileiros — Vasco da Gama, Atlético Mineiro, Flamengo, Palmeiras e Fluminense —, dois são argentinos — Boca Juniors e Estudiantes de La Plata — e um é uruguaio. Na Libertadores, os confrontos são Flamengo x Estudiantes e Palmeiras x Fluminense.

Com informações de ABC Color, El Espectador, beIN Sports e Infobae.