Um bombardeiro estratégico Tupolev Tu-95 da Força Aérea russa caiu nesta terça-feira (29) numa área pouco povoada da região de Amur, no Extremo Oriente da Rússia, e matou seis dos sete tripulantes a bordo. O sobrevivente foi levado a um hospital. O Ministério da Defesa da Rússia confirmou o acidente e o número de mortos.
Segundo o ministério, o avião cumpria um voo de treinamento e estava sem armamento quando caiu. Uma comissão das Forças Aeroespaciais foi enviada ao local "para estabelecer todas as circunstâncias do incidente".
Onde o avião caiu
A queda ocorreu perto da aldeia de Krasnoiarovo, poucos minutos depois da decolagem, de acordo com o site russo independente Meduza. O ponto fica a algumas dezenas de quilômetros da base aérea de Ukrainka, uma das maiores instalações da aviação de longo alcance russa — as estimativas de distância divulgadas pela imprensa russa e internacional variam entre 30 e 50 quilômetros.
Vídeos não verificados que circularam em redes sociais mostram uma coluna densa de fumaça subindo dos destroços em chamas.
A causa não foi informada
O Ministério da Defesa não disse o que provocou a queda. O canal russo Baza, no Telegram, atribuiu o acidente a uma explosão de combustível a bordo após um princípio de incêndio em um dos motores. A informação não foi confirmada por nenhuma autoridade e deve ser tratada como preliminar.
Acidentes com aeronaves militares e civis têm sido recorrentes no Extremo Oriente russo. Em julho de 2025, a queda de um Antonov An-24 na mesma região matou 48 pessoas.
Um avião de 1952 ainda na linha de frente
O Tu-95 — apelidado de Bear pela Otan — voou pela primeira vez em 1952 e entrou em serviço na então União Soviética em 1956. É o único bombardeiro estratégico turboélice ainda em operação no mundo, movido por quatro motores Kuznetsov NK-12 com hélices contrarrotativas.
Projetado na Guerra Fria para transportar bombas nucleares, o modelo foi adaptado ao longo das décadas para lançar mísseis de cruzeiro. Na versão Tu-95MS, é uma das plataformas que a Rússia utiliza nos ataques de longo alcance contra a Ucrânia — o que explica por que cada perda de um desses aviões é acompanhada de perto em Kiev e nas capitais europeias.
Com informações do Ministério da Defesa da Rússia, Al Jazeera, Meduza e The Moscow Times.




