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Esportes

Brasil estreia na Copa contra Marrocos depois do ciclo mais conturbado que se tem notícia

Três técnicos, duas trocas na presidência da CBF e a pior campanha da história nas Eliminatórias antecedem o jogo no MetLife, às 19h

Fachada do MetLife Stadium, em East Rutherford (Nova Jersey), em 2022
Fachada do MetLife Stadium, em East Rutherford (Nova Jersey), em 2022Foto: Thecoolone1223/Wikimedia Commons, CC BY 4.0

O Brasil começa a busca pelo hexacampeonato neste sábado (13), às 19h de Brasília, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. É a abertura do Grupo C, que tem ainda Escócia e Haiti.

O retrospecto joga a favor

A seleção é forte em estreias de Copa. A última derrota em jogo de abertura foi em 1934, na Itália, contra a Espanha (3 a 1). De lá para cá, são 17 vitórias e três empates. No Catar, o Brasil venceu a Sérvia por 2 a 0, com dois gols de Richarlison.

O adversário não é figurante

Marrocos foi semifinalista no Catar e ocupa a sétima posição no ranking da Fifa — uma abaixo do Brasil. No último encontro, em 25 de março de 2023, no Estádio Ibn Batouta, em Tânger, venceu por 2 a 1, com gols de Sofiane Boufal e Abdelhamid Sabiri; Casemiro descontou.

Aquela partida abriu justamente o ciclo que termina hoje.

Três técnicos em três anos

Depois da derrota em Tânger, a CBF procurou Carlo Ancelotti e acabou com Fernando Diniz como interino, após o título da Libertadores pelo Fluminense. Diniz durou seis jogos: três derrotas seguidas nas Eliminatórias levaram à demissão.

Dorival Júnior, campeão da Copa do Brasil pelo São Paulo, assumiu em janeiro de 2024 e caiu em março de 2025, depois do 4 a 1 sofrido para a Argentina em Buenos Aires.

Ancelotti foi confirmado em 26 de maio de 2025, anunciado por Ednaldo Rodrigues. Quem o recebeu na chegada, porém, foi Samir Xaud — novo presidente da CBF após o segundo afastamento de Ednaldo em seis meses, em meio à confusão eleitoral da entidade. O contrato do italiano vai até 2030.

O Brasil terminou as Eliminatórias em quinto lugar, a pior campanha de sua história na competição.

As dúvidas da escalação

Dos convocados, sete estavam no jogo de 2023 contra Marrocos: os goleiros Weverton e Ederson; os defensores Ibañez e Bremer; Casemiro, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior. Éder Militão e Rodrygo, também daquele grupo, ficaram fora por lesão.

As dúvidas são nas laterais. À direita, Danilo disputa com Ibañez depois do corte de Wesley; à esquerda, Alex Sandro com Douglas Santos. Nos 15 minutos diários de acesso da imprensa ao Columbia Park, em Morristown, Ancelotti não deu pistas.

Provável escalação: Alisson; Danilo (Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães, Alex Sandro (Douglas Santos); Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha, Vinícius Júnior.

Marrocos também mudou de comando

Seis marroquinos de 2023 foram convocados: o goleiro Yassine Bono, os laterais Achraf Hakimi e Noussair Mazraoui e os meias Sofyan Amrabat, Azzedine Ounahi e Bilal El Khannouss. Seriam oito, mas Nayef Aguerd e Abde Ezzalzouli se lesionaram.

Walid Regragui, técnico da campanha no Catar, saiu em março após a polêmica final da Copa Africana de Nações: Marrocos perdeu em campo para Senegal e foi declarado campeão em recurso à confederação continental, que alegou "abandono de campo" dos senegaleses quando um pênalti favorável aos marroquinos — depois perdido — foi marcado.

No lugar entrou Mohamed Ouahbi, que levou Marrocos ao inédito título mundial sub-20 no Chile, em 2025, batendo a Argentina na final.

A principal ameaça é Brahim Díaz, do Real Madrid, que defendeu as seleções de base da Espanha antes de optar por Marrocos em 2024. São 14 gols em 26 jogos.

Provável Marrocos: Bono; Hakimi, Chadi Riad, Issa Diop, Mazraoui; Ayyoub Bouaddi, Neil El Aynaoui, Ounahi; Brahim Díaz, Ismael Saibari, El Khannouss.


Com informações da Agência Brasil. Reportagem original de Lincoln Chaves, publicada em 13 de junho de 2026.