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China encerra a hegemonia dos EUA no Mundial de Ginástica, e o Brasil sobe de 8º para 5º na final por equipes

Com 159,730 pontos e nenhuma queda, a equipe brasileira foi a única finalista a melhorar a nota da classificatória em Rotterdam; o salto rendeu 41,433

Por Redação RecortNews
Rebeca Andrade se prepara para subir nas barras assimétricas no Mundial de Ginástica Artística de 2018.
Rebeca Andrade se prepara para subir nas barras assimétricas no Mundial de Ginástica Artística de 2018.Foto: Abelardo Mendes Jr/Wikimedia Commons, CC BY 3.0 br

A seleção brasileira de ginástica artística feminina terminou em quinto lugar na final por equipes do Mundial de Rotterdam, na Holanda, na quarta-feira (21), com 159,730 pontos. O time havia chegado à decisão em oitavo, com 159,131, e foi o único entre as oito finalistas a melhorar a própria nota — uma apresentação sem quedas, segundo a Agência Brasil.

O ouro ficou com a China, que somou 165,764 pontos e voltou ao lugar mais alto do pódio por equipes depois de 20 anos, interrompendo a sequência de títulos dos Estados Unidos. Os americanos ficaram com a prata, com 165,531, e o Japão levou o bronze com 164,063 — seu primeiro pódio em um Mundial em 60 anos. A França foi a quarta colocada, com 161,130.

Onde o Brasil ganhou e onde perdeu pontos

O salto foi o melhor aparelho brasileiro, com 41,433 pontos. Rebeca Andrade tirou 14,400, Sophia Weisberg 14,033 e Flávia Saraiva, a Flavinha, 13,000. Na trave, a equipe somou 40,532; nas barras assimétricas, 39,132; e no solo, 38,633.

A diferença de quase seis pontos para o bronze se concentra justamente nos dois aparelhos finais: solo e barras responderam por pouco mais de 77 pontos do total brasileiro, enquanto as medalhistas passaram de 80 nessa soma. É nesses dois aparelhos que o time ainda não tem a profundidade de nota das três primeiras.

Além de Rebeca, Flavinha, Sophia Weisberg — de 16 anos, estreando em Mundial — e Lorrane Oliveira e Thais Fidelis compuseram a equipe, com Gabriela Bouças como reserva.

"A caminhada é dura", disse Flavinha após a final, ao lembrar que o objetivo principal do time era garantir vaga no Mundial de 2027.

O que está em jogo adiante

As oito finalistas asseguraram presença no Mundial do ano que vem, que distribuirá nove vagas por equipes para a Olimpíada de Los Angeles, em 2028. Segundo a Agência Brasil, as três medalhistas de Rotterdam já garantiram lugar nos Jogos.

Ainda há brasileiras em disputa nesta semana, nos horários de Brasília:

  • Sexta-feira (23), a partir das 14h30: Flavinha, 12ª na classificatória, e Lorrane Oliveira, 22ª, na final do individual geral.
  • Sábado (24), a partir das 9h: Rebeca Andrade na final do salto.
  • Domingo (25): Flavinha na final da trave, para a qual se classificou em terceiro, atrás das chinesas Zhang Qingying e Qiu Qiyuan.

Com informações da Agência Brasil e da CNN Brasil.