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Economia

Exportações da Coreia do Sul batem recorde de US$ 120,9 bilhões em setembro, com semicondutores em alta de 263%

Só os chips somaram US$ 60,3 bilhões, quase metade de tudo o que o país vendeu, e o superávit comercial chegou a US$ 49,85 bilhões — o maior já registrado

Por Redação RecortNews
O terminal de contêineres do porto de Busan, na Coreia do Sul, em 2006. O porto movimenta cerca de 80% da carga conteinerizada do país.
O terminal de contêineres do porto de Busan, na Coreia do Sul, em 2006. O porto movimenta cerca de 80% da carga conteinerizada do país.Foto: Niels Johannes/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

A Coreia do Sul exportou US$ 120,94 bilhões em setembro, alta de 83,5% sobre o mesmo mês de 2025 e o maior valor mensal da história do país. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (1º) pelo Ministério do Comércio, Indústria e Recursos.

As importações subiram 26%, a US$ 71,09 bilhões. A diferença entre as duas pontas produziu um superávit comercial de US$ 49,85 bilhões, também inédito.

Quase metade da pauta é chip

O motor é um só. As vendas de semicondutores cresceram 262,8% e chegaram a US$ 60,3 bilhões, cruzando a marca de US$ 60 bilhões pela primeira vez. Isso significa que praticamente metade de tudo o que a Coreia do Sul vendeu ao exterior em setembro saiu de uma única categoria.

Duas forças explicam o salto, e elas se somam: o volume embarcado aumentou, e o preço também. A expansão continuada dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial encareceu as memórias, e o país é o principal fornecedor global desse tipo de chip.

Outros itens ligados ao mesmo ciclo acompanharam o movimento:

  • computadores: +435,3%, a US$ 7,00 bilhões
  • produtos de petróleo: +72%, a US$ 7,22 bilhões
  • cosméticos: +31,4%, a US$ 1,51 bilhão
  • telefones celulares: +23,4%, a US$ 2,14 bilhões
  • petroquímicos: +5,1%, a US$ 3,95 bilhões

Na contramão, os automóveis caíram 5,5%, a US$ 6,05 bilhões — resultado de um mês com menos dias úteis por causa do Chuseok, o feriado de ação de graças coreano.

Para onde foi

Os embarques subiram nos principais destinos:

  • China: +123%, a US$ 26 bilhões — o quarto mês consecutivo acima de US$ 20 bilhões
  • Estados Unidos: +137%, a US$ 24,33 bilhões
  • Asean: +92,6%, a US$ 21,29 bilhões
  • União Europeia: +20,9%, a US$ 8,65 bilhões

Vale a observação: uma pauta exportadora em que um único produto responde por quase metade do total, e cujo preço depende do ritmo de investimento das empresas de inteligência artificial, cresce rápido na subida e fica igualmente exposta se esse ciclo de gastos desacelerar. O recorde de setembro mede a força do momento, não a sua duração.

Com informações do Korea Times, da agência Xinhua e de dados do Ministério do Comércio, Indústria e Recursos da Coreia do Sul.