A Coreia do Sul exportou US$ 120,94 bilhões em setembro, alta de 83,5% sobre o mesmo mês de 2025 e o maior valor mensal da história do país. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (1º) pelo Ministério do Comércio, Indústria e Recursos.
As importações subiram 26%, a US$ 71,09 bilhões. A diferença entre as duas pontas produziu um superávit comercial de US$ 49,85 bilhões, também inédito.
Quase metade da pauta é chip
O motor é um só. As vendas de semicondutores cresceram 262,8% e chegaram a US$ 60,3 bilhões, cruzando a marca de US$ 60 bilhões pela primeira vez. Isso significa que praticamente metade de tudo o que a Coreia do Sul vendeu ao exterior em setembro saiu de uma única categoria.
Duas forças explicam o salto, e elas se somam: o volume embarcado aumentou, e o preço também. A expansão continuada dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial encareceu as memórias, e o país é o principal fornecedor global desse tipo de chip.
Outros itens ligados ao mesmo ciclo acompanharam o movimento:
- computadores: +435,3%, a US$ 7,00 bilhões
- produtos de petróleo: +72%, a US$ 7,22 bilhões
- cosméticos: +31,4%, a US$ 1,51 bilhão
- telefones celulares: +23,4%, a US$ 2,14 bilhões
- petroquímicos: +5,1%, a US$ 3,95 bilhões
Na contramão, os automóveis caíram 5,5%, a US$ 6,05 bilhões — resultado de um mês com menos dias úteis por causa do Chuseok, o feriado de ação de graças coreano.
Para onde foi
Os embarques subiram nos principais destinos:
- China: +123%, a US$ 26 bilhões — o quarto mês consecutivo acima de US$ 20 bilhões
- Estados Unidos: +137%, a US$ 24,33 bilhões
- Asean: +92,6%, a US$ 21,29 bilhões
- União Europeia: +20,9%, a US$ 8,65 bilhões
Vale a observação: uma pauta exportadora em que um único produto responde por quase metade do total, e cujo preço depende do ritmo de investimento das empresas de inteligência artificial, cresce rápido na subida e fica igualmente exposta se esse ciclo de gastos desacelerar. O recorde de setembro mede a força do momento, não a sua duração.
Com informações do Korea Times, da agência Xinhua e de dados do Ministério do Comércio, Indústria e Recursos da Coreia do Sul.




