O Festival do Rio começou na quinta-feira (1º) sua 28ª edição com um número que dá a medida do tamanho do evento: 359 títulos entre longas-metragens, curtas e séries, espalhados por salas comerciais, centros culturais e espaços públicos da capital e da região metropolitana. A programação se encerra em 11 de outubro.
A sessão de abertura foi no Cine Odeon, na Cinelândia, com o espanhol La Bola Negra, dirigido por Javier Calvo e Javier Ambrossi.
O centro de gravidade continua sendo o filme brasileiro
A mostra competitiva nacional, a Première Brasil, reúne 110 filmes brasileiros inéditos — é ali que se concentra a parte do festival que funciona como vitrine de lançamento para a produção do país, e não apenas como circuito de exibição.
Entre os títulos nacionais em destaque estão Funk, de Aly Muritiba; Elza, de Eryk Rocha; Alucinação, dirigido por Marcos Caetano, Renato Terra e Leo Caetano; e dois documentários sobre figuras da música popular: Marília Mendonça: Sentimento Louco, de Susanna Lira, e Ney por Trás das Máscaras, de Esmir Filho e Thais Guisasola. Também passa pelo festival Feito Pipa, escolhido para representar o Brasil na disputa pela vaga de melhor filme internacional no Oscar.
A premiação da Première Brasil tem uma particularidade: além dos júris, o público vota. O Troféu Redentor de voto popular é decidido por cédula digital, acessada por QR code nas sessões.
O que vem de fora
A seleção internacional é montada, em boa parte, com o que passou pelos grandes festivais do primeiro semestre. Estão na grade Cartas Amarelas, de Ilker Çatak, que levou o Urso de Ouro em Berlim; Um Pequeno Bom Soldado, de Stéphane Brizé, premiado pelo roteiro em Veneza; Covarde, de Lukas Dhont, que passou por Cannes; e A Grande Estreia, estreia de Jesse Eisenberg na direção.
O longa Rosebush Pruning, de Karim Aïnouz, tem première internacional marcada para 3 de outubro.
Sessão de graça, longe do eixo Zona Sul–Centro
O festival mantém o Cinema Circulação, braço de exibição gratuita que leva sessões para equipamentos públicos fora do circuito tradicional de salas — entre eles o Parque Realengo, a Areninha Cultural Renato Russo e unidades do Cine Carioca. O Centro Cultural FGV, em Botafogo, entra este ano como novo espaço da programação.
Os ingressos das sessões pagas são vendidos pela internet e nas bilheterias, com opção de pacotes de quatro ou oito entradas.
A conversa de mercado
Em paralelo às exibições, o RioMarket reúne a parte de negócios do audiovisual. A pauta desta edição inclui a TV 3.0, os canais FAST — os de programação linear e gratuitos, financiados por publicidade —, os microdramas de formato curto e as estratégias de coprodução internacional.
Com informações da Agência Brasil, do Papo de Cinema e da programação oficial do Festival do Rio.




