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Economia

Investimento estrangeiro em informação e comunicação chega a US$ 5,6 bilhões até setembro, recorde para o período

Dados do Banco Central analisados pelo Ministério das Comunicações mostram alta de 8,1% sobre os US$ 5,188 bilhões de 2025 e de cerca de 67% sobre os US$ 3,363 bilhões de 2022

Por Redação RecortNews
Sala de servidores de um data center da empresa BalticServers, na Lituânia, em 2013.
Sala de servidores de um data center da empresa BalticServers, na Lituânia, em 2013.Foto: BalticServers.com/Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

O investimento estrangeiro direto no setor brasileiro de informação e comunicação somou US$ 5,607 bilhões entre janeiro e setembro de 2026 — o maior volume já registrado para esse intervalo de nove meses. O número vem de dados do Banco Central analisados pelo Ministério das Comunicações e foi divulgado na sexta-feira (30).

Cinco anos, mesmo recorte

Os valores acumulados de janeiro a setembro, ano a ano:

Ano Investimento (jan–set)
2022 US$ 3,363 bi
2023 US$ 4,285 bi
2024 US$ 4,994 bi
2025 US$ 5,188 bi
2026 US$ 5,607 bi

Em quatro anos, o fluxo cresceu cerca de 67%.

O recorde cresce, o ritmo não

Vale olhar a série pela variação anual, e não só pelo topo. De 2022 para 2023 a alta foi de 27,4%; de 2023 para 2024, de 16,5%; de 2024 para 2025, de 3,9%; e agora, de 8,1%.

Ou seja: 2026 é o maior valor da série e, ao mesmo tempo, cresce a um terço do ritmo de 2023. A recuperação sobre o quase-estagnado 2025 é real, mas o patamar de expansão acelerada do início da série não voltou. É a diferença entre um setor que atrai capital de forma consistente e um setor em arrancada — e, hoje, os números descrevem o primeiro caso.

Para onde o dinheiro vai

O ministério atribui o fluxo à demanda por infraestrutura de telecomunicações, conectividade de alta velocidade e soluções digitais, e lista como componentes centrais as redes móveis, a fibra óptica, os data centers e os serviços de informação. A pasta não abriu quanto cabe a cada um desses itens — em particular, não informou o quanto dos US$ 5,607 bilhões foi para data centers, hoje o item mais disputado da conta em praticamente todos os mercados.

"Estamos trabalhando para ampliar a conectividade, modernizar as redes e criar um ambiente favorável à inovação", disse o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, ao comentar os dados.

Um alerta de leitura: o recorte é "informação e comunicação", uma classificação mais ampla do que telecomunicações. Levantamentos que isolam apenas o segmento de telecom chegam a cifras bem menores para 2026, e os dois números não são comparáveis entre si.

Com informações da Agência Gov, do Ministério das Comunicações, do Banco Central e do IPNews.