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Cultura

Museus de Pintura e Arquitetura de El Escorial reabrem após dez anos fechados, com entrada gratuita até dezembro

Reforma de 3,1 milhões de euros, bancada principalmente por fundos do NextGenerationEU, devolve ao público cerca de cem pinturas — 21 delas em exposição permanente pela primeira vez

Por Redação RecortNews
O Real Mosteiro de San Lorenzo de El Escorial, a cerca de 45 quilômetros a noroeste de Madri, em 2018.
O Real Mosteiro de San Lorenzo de El Escorial, a cerca de 45 quilômetros a noroeste de Madri, em 2018.Foto: Zvonimir Stamenov/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Os museus de Pintura e de Arquitetura do Real Mosteiro de San Lorenzo de El Escorial, a cerca de 45 quilômetros a noroeste de Madri, voltaram a abrir ao público nesta sexta-feira (2), depois de uma década fechados. A reabertura foi apresentada à imprensa na véspera pela Patrimonio Nacional, o órgão espanhol que administra os bens da Coroa, e custou 3,1 milhões de euros, financiados principalmente com recursos europeus do programa NextGenerationEU.

A entrada é gratuita até 31 de dezembro de 2026, com retirada de bilhete no centro de recepção de visitantes. A partir de janeiro de 2027, o acesso aos dois museus passa a fazer parte do ingresso geral do conjunto monumental.

Cem pinturas, 21 delas inéditas na exposição permanente

O Museu de Pintura reúne cerca de cem obras das escolas italiana, flamenga e espanhola. Vinte e uma entram na exposição permanente pela primeira vez.

Entre as peças de maior porte estão O martírio de São Maurício, de El Greco, A coroação de espinhos, de Hieronymus Bosch, e São Jerônimo no deserto, de Ticiano. O percurso inclui ainda O Calvário e O descimento da cruz, de Rogier van der Weyden, e trabalhos de Tintoretto, Veronese, Luca Giordano, José de Ribera e Michiel Coxcie.

O Museu de Arquitetura, instalado no mesmo circuito, expõe plantas originais, esboços, maquetes, gravuras e ferramentas e máquinas usadas na construção do mosteiro, erguido entre 1563 e 1584. A reforma também devolveu ao percurso salas que estavam fora do roteiro, entre elas um Salão de Honra e uma antiga cozinha palaciana transformada em área de descanso.

"Uma inquietação pessoal de Felipe II"

Ana de la Cueva, presidente da Patrimonio Nacional, ligou a escolha dos dois temas ao próprio rei que mandou construir o conjunto: "a arquitetura e a pintura foram uma inquietação pessoal de Felipe II durante toda a vida". A apresentação contou ainda com Víctor Cageao, diretor de Coleções Reais, e Luis Pérez de Prada, diretor de Bens Imóveis do órgão.

Segundo a Patrimonio Nacional, a obra "devolve aos visitantes dois espaços para descobrir o patrimônio artístico, arquitetônico e histórico do Real Sítio". O órgão também anunciou visitas familiares nos domingos e atividades escolares.

Dez anos é um intervalo longo para duas salas de um dos monumentos mais visitados da Espanha — e a gratuidade de três meses funciona como um teste de público antes de o acesso voltar a ser cobrado dentro do bilhete geral.

Com informações de El Independiente, Qué.es, El Debate e Cope.