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Piratas somalis mataram cinco dos 17 tripulantes de um petroleiro antes de perdê-lo para as forças de Puntland

São as primeiras mortes causadas por piratas somalis em mais de dez anos; o MT Honour 25, de bandeira do Palau, estava sequestrado desde abril com 18,5 mil barris de combustível a bordo.

Por Redação RecortNews
Navio da Marinha da Índia em patrulha antipirataria no Golfo de Áden, ao largo da costa da Somália, em novembro de 2018.
Navio da Marinha da Índia em patrulha antipirataria no Golfo de Áden, ao largo da costa da Somália, em novembro de 2018.Foto: Indian Navy/Wikimedia Commons, CC BY 2.5 IN

Os piratas que mantinham sequestrado o petroleiro MT Honour 25 mataram cinco dos 17 tripulantes antes de perder o navio para uma operação de resgate das forças de segurança de Puntland, região autônoma do norte da Somália. O governo local divulgou o balanço na terça-feira, 29 de setembro.

São as primeiras mortes causadas por piratas somalis em mais de dez anos, segundo levantamentos citados pela Al Jazeera e pelo South China Morning Post.

O sequestro

O navio, de bandeira do Palau, foi tomado em 21 de abril de 2026, ao largo da costa somali, com 18,5 mil barris de combustível a bordo. Ficou pouco mais de cinco meses em poder dos sequestradores.

Entre os mortos estão três paquistaneses, um cidadão de Mianmar e um indiano. Outros quatro tripulantes ficaram feridos — três paquistaneses e um indiano.

"Antes de a operação começar, os piratas a bordo do navio mataram cinco tripulantes", informou o Ministério da Informação de Puntland.

A operação

A Força de Polícia Marítima de Puntland e outras forças de segurança regionais retomaram a embarcação e prenderam 16 suspeitos. O petroleiro ficou, nas palavras do governo local, "sob controle do governo".

A operação foi conduzida por forças regionais somalis, e não por uma das marinhas estrangeiras que patrulham a área — um detalhe que importa porque a resposta internacional à pirataria no Índico se organizou, na onda anterior, em torno de esquadras europeias e asiáticas.

Uma onda que voltou

Desde abril, foram registrados pelo menos 15 ataques na costa somali. A onda anterior de pirataria na região durou de 2008 a 2014 e chegou a paralisar rotas inteiras antes de recuar sob patrulhamento naval internacional.

Especialistas ouvidos pelos dois veículos atribuem parte da retomada aos efeitos da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que elevou o preço do petróleo e, com ele, o valor da carga de um navio-tanque — tornando esse tipo de embarcação alvo mais atraente.

Com informações da Al Jazeera, do South China Morning Post e da Reuters.