Os piratas que mantinham sequestrado o petroleiro MT Honour 25 mataram cinco dos 17 tripulantes antes de perder o navio para uma operação de resgate das forças de segurança de Puntland, região autônoma do norte da Somália. O governo local divulgou o balanço na terça-feira, 29 de setembro.
São as primeiras mortes causadas por piratas somalis em mais de dez anos, segundo levantamentos citados pela Al Jazeera e pelo South China Morning Post.
O sequestro
O navio, de bandeira do Palau, foi tomado em 21 de abril de 2026, ao largo da costa somali, com 18,5 mil barris de combustível a bordo. Ficou pouco mais de cinco meses em poder dos sequestradores.
Entre os mortos estão três paquistaneses, um cidadão de Mianmar e um indiano. Outros quatro tripulantes ficaram feridos — três paquistaneses e um indiano.
"Antes de a operação começar, os piratas a bordo do navio mataram cinco tripulantes", informou o Ministério da Informação de Puntland.
A operação
A Força de Polícia Marítima de Puntland e outras forças de segurança regionais retomaram a embarcação e prenderam 16 suspeitos. O petroleiro ficou, nas palavras do governo local, "sob controle do governo".
A operação foi conduzida por forças regionais somalis, e não por uma das marinhas estrangeiras que patrulham a área — um detalhe que importa porque a resposta internacional à pirataria no Índico se organizou, na onda anterior, em torno de esquadras europeias e asiáticas.
Uma onda que voltou
Desde abril, foram registrados pelo menos 15 ataques na costa somali. A onda anterior de pirataria na região durou de 2008 a 2014 e chegou a paralisar rotas inteiras antes de recuar sob patrulhamento naval internacional.
Especialistas ouvidos pelos dois veículos atribuem parte da retomada aos efeitos da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que elevou o preço do petróleo e, com ele, o valor da carga de um navio-tanque — tornando esse tipo de embarcação alvo mais atraente.
Com informações da Al Jazeera, do South China Morning Post e da Reuters.




