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Política

Quase 1 milhão de brasileiros votam fora do país em 4 de outubro, e um em cada quatro está nos Estados Unidos

São 918.876 eleitores aptos em 134 países, com 186 seções instaladas em embaixadas e consulados. O eleitorado no exterior saltou de 210 mil em 2010 para perto de 1 milhão agora.

Por Redação RecortNews
O edifício-sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, inaugurado em dezembro de 2011.
O edifício-sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, inaugurado em dezembro de 2011.Foto: Alexandresena/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

O eleitorado brasileiro fora do país está a um passo da marca de 1 milhão. Para o primeiro turno de 4 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabiliza 918.876 eleitores aptos a votar no exterior, distribuídos por 134 países, em 186 seções eleitorais instaladas em geral dentro de embaixadas e consulados.

Quem vota fora escolhe apenas presidente e vice-presidente. Governador, senador e deputado não entram na urna do exterior, porque o eleitor no exterior não está vinculado a nenhum estado.

Onde estão esses eleitores

A concentração é alta: cinco países respondem por mais de 60% do total.

País Eleitores
Estados Unidos 265.400
Portugal 134.700
Japão 88.300
Canadá 46.400
Alemanha 41.500

Sozinhos, os Estados Unidos abrigam cerca de um em cada quatro eleitores brasileiros no exterior.

Um crescimento que não parou

O salto é o dado mais nítido da série. Em 2010, eram 210 mil brasileiros aptos a votar fora do país. Passaram a 354 mil em 2014 e a 697 mil em 2022. Agora são 918.876 — cerca de 32% a mais que na eleição passada, e mais de quatro vezes o número de 2010.

O ritmo diz menos sobre entusiasmo cívico do que sobre emigração: o eleitorado no exterior cresce porque a diáspora cresce, e porque o recadastramento consular ficou mais simples nas últimas duas eleições.

Quem é o eleitor de fora

O perfil traçado pelo TSE difere do eleitorado doméstico em pontos relevantes:

  • mulheres são 57%, contra 43% de homens;
  • 52% são solteiros, 42% casados;
  • 38% têm ensino superior completo — proporção muito acima da média nacional —, e outros 13% têm superior incompleto;
  • a faixa etária mais numerosa é a de 40 a 44 anos;
  • 6.614 eleitores (0,72%) se declararam pessoas com deficiência.

"Queria votar, mesmo morando fora", disse à Agência Brasil Victória Moretti, de 30 anos, pós-graduanda em Ontário, no Canadá.

Se ninguém alcançar a maioria dos votos válidos em 4 de outubro, o segundo turno está marcado para 25 de outubro, e as mesmas seções do exterior são reabertas.

Com informações do Tribunal Superior Eleitoral e da Agência Brasil.