A arteba, maior feira de arte contemporânea da Argentina, abre nesta sexta-feira, 30 de outubro, sua 35ª edição no Pavilhão Amarelo do La Rural, em Buenos Aires, e segue até domingo, 1º de novembro. As duas jornadas de pré-abertura, para colecionadores e convidados, foram em 28 e 29 de outubro.
São 69 galerias e mais de 400 artistas distribuídos em 11 mil metros quadrados. Entre as galerias estrangeiras há casas de Lisboa, Londres, Paris e São Paulo, o que torna a edição dos 35 anos uma das mais internacionais da história da feira.
Nova data, nova sede
O aniversário chega com duas mudanças que a própria arteba destaca: a transferência da data para o feriado prolongado do início de novembro e a volta ao La Rural como sede. A combinação joga a feira contra o calendário dos grandes encontros do hemisfério norte e a coloca no mesmo mês em que o mercado regional define as compras de fim de ano.
As seções
O percurso se divide na Sección Principal (seção principal), cujo comitê é formado por Nicolás Barraza, Juan Eyheremendy, Florencia Giordana Braun, Florencia Malbrán e Lara Marmor, e na Utopia, a cargo de Juan José Cambre e Santiago Villanueva, dedicada a projetos de artistas emergentes.
A isso se somam a Zona de Diálogo Internacional, patrocinada pela Mercedes-Benz; a Isla de Ediciones, uma feira de publicações organizada com a Proa; os espaços Patio Bullrich — com curadoria de Cinthia Kazez e Lucila García de Onrubia — e Pinamar #2254, de Solana Molina Viamonte; estandes institucionais do Banco Ciudad, Arte Cuyo, AMIA e ELA; e um ciclo de palestras no Museo Sívori, coordenado por Aimé Iglesias Lukin e Francisco Lemus. A feira também mantém seus programas de acessibilidade e de atividades para a infância.
Vinte anos comprando para museus
O programa de aquisições para museus completa duas décadas. Nasceu de um fundo de doações privadas e este ano conta com o apoio do esquema Matching Funds da Zurich, da PromArgentina e de mecenas particulares.
A lista de instituições que vieram comprar dá a medida do alcance da feira: de fora da Argentina participam o MACBA de Barcelona, o Museo Reina Sofía de Madri, o LACMA de Los Angeles, o MCA de Chicago e o MALI de Lima; do lado local, o MALBA, o Museo Nacional de Bellas Artes e o MACC de Corrientes, entre outros. Entre os curadores anunciados estão Agustín Pérez Rubio (MALI), Claudia Segura (MACBA), Suset Sánchez (Reina Sofía), Diana Nawi (LACMA) e David Dadone (BMoCA).
É o mecanismo que explica por que uma feira comercial importa além do mercado: o que se compra nesses três dias entra em coleções públicas e fica.
Prêmios
- Premio RE/MAX Collection de melhor estande: 7,5 milhões de pesos para a Sección Principal e 5 milhões para o segmento Stage, com estatuetas desenhadas por Daniel Basso.
- Premio en obra: reconhece artistas emergentes e projetos iniciais de galerias.
- Premio al Coleccionismo: quarto ano de entrega, com uma peça desenhada por Cristian Mohaded.
- Premio Jazmin Chebar: 3 milhões de pesos para um artista da seção Utopia.
Horários e ingressos
A feira abre das 14h às 21h, e no domingo das 14h às 20h. A entrada geral custa 28 mil pesos argentinos, com 50% de desconto para estudantes e aposentados. Pessoas com o Certificado Único de Discapacidad (CUD, o certificado argentino de deficiência) entram sem custo com um acompanhante, e o mesmo vale para menores de 10 anos.
Com informações da arteba, do Hipermédula, do Locally e do MDZ.




