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Cultura

Netflix estreia em 6 de novembro "Palacio", série de oito capítulos sobre a tomada do Palácio da Justiça de Bogotá

A produção colombiana da Dynamo chega 41 anos depois dos dias 6 e 7 de novembro de 1985, quando o M-19 manteve mais de 300 pessoas reféns e a retomada militar deixou ao menos 94 mortos e desaparecidos.

Por Redação RecortNews
O atual Palacio de Justicia da Colômbia, na Plaza de Bolívar, em Bogotá, em junho de 2024. O prédio de 1985 foi destruído na tomada e na retomada.
O atual Palacio de Justicia da Colômbia, na Plaza de Bolívar, em Bogotá, em junho de 2024. O prédio de 1985 foi destruído na tomada e na retomada.Foto: José Luiz/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

A Netflix estreia em 6 de novembro de 2026 "Palacio", série colombiana de oito capítulos sobre a tomada do Palacio de Justicia (Palácio da Justiça) de Bogotá pelo M-19 e a posterior retomada do prédio pelo Exército. A data não é casual: cai no 41º aniversário do primeiro dos dois dias que marcaram o episódio.

Em 6 de novembro de 1985, um comando guerrilheiro do M-19 entrou à força no Palacio de Justicia, na Plaza de Bolívar, e manteve mais de 300 pessoas reféns, entre elas magistrados da Corte Suprema. O Exército retomou o prédio em 7 de novembro. O saldo, segundo os registros oficiais consolidados, foi de ao menos 94 mortos e desaparecidos, entre civis, magistrados, militares e guerrilheiros.

O que a série abrange

Segundo a sinopse divulgada pela Netflix, a ficção não para nas cerca de 27 horas do assalto e da retomada: acompanha também a busca por justiça das famílias das vítimas ao longo de mais de duas décadas. A produção se apoiou em mais de sete anos de investigação, com documentos, depoimentos e entrevistas.

A showrunner e roteirista principal é Natalia Santa, acompanhada no roteiro por Enrique Videla, Enrique Lozano, Jenny Ceballos e Estefanía Piñeres. A direção ficou com três nomes: o guatemalteco Jayro Bustamante, o mexicano Edgar Nito e o colombiano Samir Oliveros.

Por trás está a produtora colombiana Dynamo, fundada em 2006, com Mariana Berenguer e Mirlanda Torres como produtoras e Andrés Calderón e Torres como produtores executivos.

Quem interpreta quem

O elenco reconstrói figuras reais do episódio e dos anos seguintes:

  • Natalia Reyes como Pilar Navarrete, uma das vozes das famílias dos desaparecidos;
  • Robinson Díaz como o então presidente Belisario Betancur;
  • Santiago Alarcón como Alfonso Reyes Echandía, presidente da Corte Suprema em 1985;
  • Carlos Manuel Vesga como o coronel da reserva Alfonso Plazas Vega;
  • Nicole Santamaría como a promotora Ángela María Buitrago e Andrés Castañeda como o advogado Eduardo Umaña;
  • Luna Baxter como a jornalista Olga Behar e Irina Loaiza como a guerrilheira Irma Franco.

O elenco inclui ainda Mariana Gómez, Camilo Amores, Jacobo Millán, Santiago Londoño, José Restrepo, Nicolás Montero, Rafael Zea, Valentina Acosta, Nelson Camayo, Jaisson Jeack e Carlos Vergara, entre outros.

Um set de 4.000 metros quadrados em Bogotá

As filmagens foram feitas principalmente em Bogotá, num set de mais de 4.000 metros quadrados que incluiu uma estrutura de 30 metros reproduzindo a fachada do Palácio. A construção levou mais de três meses. A produção obteve o Certificado de Inversión Audiovisual (CINA), incentivo colombiano que concede desconto tributário de 35% sobre os serviços audiovisuais contratados no país.

Na divulgação do primeiro trailer, em outubro, Natalia Reyes escreveu nas redes sociais que "41 anos depois se torna mais urgente do que nunca contar esta história", e acrescentou que a série não trata de julgamentos, mas de "muitas perguntas que seguem abertas".

Com informações da Netflix, do El Tiempo e da Semana.