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Economia

Atividade econômica cai pelo segundo mês seguido e pressiona decisão do Copom

IBC-Br recuou 0,2% em julho, após queda de 0,6% em junho; comitê define a Selic nesta quarta-feira

Por Redação RecortNews
Cédulas de real, moedas e calculadora
Cédulas de real, moedas e calculadoraMarcello Casal Jr/Agência Brasil

A atividade econômica brasileira encolheu pelo segundo mês consecutivo em julho, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado nesta quarta-feira (16). O indicador caiu 0,2% em relação a junho, quando já havia recuado 0,6%.

O IBC-Br é acompanhado de perto por analistas porque funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto: reúne, num único número, estimativas para a agropecuária, a indústria e os serviços, além dos impostos sobre produtos. Não substitui o PIB calculado pelo IBGE, mas costuma apontar a direção antes dele.

Onde a economia perdeu força

A agropecuária puxou o resultado para baixo, com queda de 1,2% no mês. A indústria recuou 0,4%. Os serviços — que respondem pela maior fatia da economia brasileira — ficaram estáveis, sem variação. Os impostos sobre produtos caíram 0,2%.

Excluída a agropecuária, a retração do mês fica menor, em 0,1%, o que reforça a leitura de que o resultado negativo de julho tem forte componente agrícola.

O quadro de doze meses ainda é positivo

Na comparação com julho de 2025, o IBC-Br cresceu 1,1%. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o avanço é de 1,5% — mesmo percentual observado na janela de doze meses.

A leitura, portanto, não é de recessão, e sim de perda de ritmo: a economia continua maior do que há um ano, mas vem desacelerando na margem.

Por que isso importa hoje

O número chega em um dia específico. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central encerra nesta quarta-feira mais uma reunião e anuncia, no fim da tarde, a nova taxa básica de juros.

O mercado financeiro trabalha com a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual, o que levaria a Selic a 13,75% ao ano. Trata-se de projeção, não de decisão: até a publicação desta reportagem o comitê não havia divulgado seu comunicado.

Dados de atividade mais fracos costumam reforçar o argumento de quem defende juros menores, já que sugerem que o aperto monetário está surtindo efeito sobre a demanda. O Copom, no entanto, decide olhando também para a inflação corrente, para as expectativas de inflação à frente e para o cenário fiscal.


Com informações da Agência Brasil e do Banco Central do Brasil.