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Política

Conselho do MPF marca para 25 de setembro análise das mensagens de Vorcaro que citam Gonet

Procedimento foi aberto a pedido de deputados do Novo; procurador-geral enviou defesa na terça (15) e nega amizade ou interesse nos processos do ex-banqueiro

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, em sessão do TSE em 14 de fevereiro de 2023
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, em sessão do TSE em 14 de fevereiro de 2023Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE, domínio público

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) marcou para 25 de setembro a sessão em que vai discutir o procedimento interno sobre as menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master.

O relator do caso no conselho é o subprocurador-geral Francisco de Assis Sanseverino.

Como o caso chegou ao conselho

O procedimento foi aberto depois de uma representação de deputados federais do Novo. O partido pede que outro subprocurador-geral seja designado para conduzir, com "imparcialidade e independência", as frentes do caso Master em que o próprio procurador-geral é citado — na prática, o afastamento de Gonet dessas investigações.

As mensagens vieram a público a partir de um relatório da Polícia Federal sobre o conteúdo do celular de Vorcaro. Em um dos trechos, o ex-banqueiro escreve: "Não podemos reverter isso com Paulo e Andrei" — referência a Gonet e a Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, segundo a Agência Brasil.

Há um ponto institucional delicado: Gonet é, por ser procurador-geral, o presidente do próprio Conselho Superior que vai examinar o caso, de acordo com a Gazeta do Povo.

O que diz Gonet

A defesa do procurador-geral foi enviada ao conselho na terça-feira (15). No documento, Gonet afirma não ter com Vorcaro "relação de amizade alguma, nem muito menos interesse pessoal" nos processos em que o ex-banqueiro aparece como parte ou investigado.

Segundo os relatos da imprensa, ele diz ter encontrado Vorcaro uma única vez, em uma reunião com várias autoridades, e sustenta que suas manifestações nas investigações seguiram o papel do Ministério Público.

Próximos passos

Na sessão de 25 de setembro, os conselheiros vão debater o relatório de Sanseverino. Cabe ao colegiado decidir que encaminhamento dar à representação — entre eles, se haverá designação de outro membro do MPF para atuar nos procedimentos do caso Master que envolvem o procurador-geral.

Com informações de Agência Brasil, Gazeta do Povo e CartaCapital.