Um juiz do Complejo Judicial Norte (complexo judicial do norte de Quito) mandou a julgamento nesta quinta-feira sete acusados como supostos autores mediatos do assassinato do ex-candidato presidencial e ex-deputado Fernando Villavicencio, ocorrido em 9 de agosto de 2023. A figura penal se refere a quem participa do crime controlando, ordenando ou instigando os terceiros que o executaram.
A audiência foi retomada às 9h10 e a decisão de levar os réus a julgamento saiu por volta das 14h, cerca de cinco horas depois.
Quem vai a julgamento
Os sete citados são o ex-ministro do Interior José Serrano; o empresário Xavier Jordán; Daniel Salcedo; o ex-deputado Ronny Aleaga, antigo chefe dos Latin Kings; e três apontados como chefes da facção Los Lobos: Wilmer Chavarría, apelidado de "Pipo", Ángel Aguilar, o "Lobo Menor", e Luis Arboleda, o "Gordo Luis".
O juiz ratificou a prisão preventiva de Serrano, Aguilar e Arboleda, que seguem sob custódia judicial. Serrano participou da audiência por videoconferência, da penitenciária do Encuentro: foi deportado ao Equador pelos Estados Unidos há pouco mais de um mês, depois de ficar detido lá por questões migratórias desde o ano passado.
Jordán, Aleaga e Chavarría foram declarados foragidos e, para eles, a fase de julgamento fica suspensa até que sejam localizados e presos. Segundo o Infobae, Chavarría está detido na Espanha.
Salcedo, por sua vez, foi extraditado para os Estados Unidos uma semana antes desta audiência, junto com Francisco Manuel Bermúdez, o "Churrón", e Ronald Herrera.
O caso, três anos depois
Villavicencio foi assassinado na saída de um comício em Quito, poucos dias antes do primeiro turno das eleições extraordinárias de 2023. Cinco pessoas já foram condenadas à prisão como autores materiais do crime, e outros oito envolvidos morreram antes de chegar ao julgamento, entre eles os sete pistoleiros colombianos que participaram do ataque.
A decisão desta quinta-feira abre, pela primeira vez, a fase de julgamento contra quem a Fiscalía (Ministério Público equatoriano) aponta como responsável por ordenar o assassinato, e não apenas por executá-lo. O fato de três dos sete estarem foragidos significa que o processo vai avançar de forma parcial.
Durante a audiência houve um alerta por causa de uma mochila abandonada na área externa do prédio judicial. Segundo informações preliminares, ela continha emulsões explosivas e um cordel de ignição lenta.
Com informações de Infobae, El Comercio e Vistazo.




