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Economia

Desemprego cai a 5,3% no trimestre até agosto e o país chega a 103,5 milhões de ocupados

É a menor taxa já medida pela Pnad Contínua para um trimestre encerrado em agosto; a massa de rendimentos bate recorde em R$ 385,6 bilhões e a informalidade sobe a 37,5%

Por Redação RecortNews
A sede do Centro de Documentação e Disseminação de Informações do IBGE, no Rio de Janeiro, em 2007. O instituto é o responsável pela Pnad Contínua.
A sede do Centro de Documentação e Disseminação de Informações do IBGE, no Rio de Janeiro, em 2007. O instituto é o responsável pela Pnad Contínua.Foto: Spoladore/Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a menor taxa já registrada pela pesquisa para um trimestre terminado em agosto desde o início da série, em 2012.

No trimestre imediatamente anterior, encerrado em maio, o índice estava em 5,6%. Há um ano, no mesmo trimestre de 2025, também era de 5,6%. A queda, portanto, aparece tanto na comparação curta quanto na anual — um comportamento que não é comum e que indica movimento de fundo, não oscilação sazonal.

Ocupação em nível recorde

A população ocupada chegou a 103,5 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica. Foram 774 mil trabalhadores a mais do que no trimestre até maio, alta de 0,8%.

O avanço se concentrou em dois setores:

  • indústria geral: alta de 2%, com 265 mil pessoas a mais;
  • construção: alta de 4,1%, com 306 mil pessoas a mais.

Do outro lado da conta, a população desocupada recuou para 5,8 milhões de pessoas, queda de 4,6% — 281 mil pessoas a menos procurando trabalho sem encontrar. Os desalentados, que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam, somaram 2,4 milhões, estáveis no trimestre e 11,9% abaixo do registrado um ano antes.

Carteira assinada e informalidade crescem juntas

O número de empregados com carteira assinada no setor privado alcançou 39,5 milhões, também recorde da série. Os contribuintes da Previdência Social chegaram a 68,5 milhões, o equivalente a 66,2% de todos os ocupados — outro máximo histórico.

Ao mesmo tempo, a taxa de informalidade subiu de 37,3% para 37,5% da população ocupada, o que corresponde a 38,8 milhões de trabalhadores sem carteira, sem CNPJ ou por conta própria fora da formalização.

Os dois movimentos não se anulam: o mercado ampliou o número absoluto de vínculos formais e, simultaneamente, absorveu novos trabalhadores em arranjos informais. Numa base de ocupação que cresce, a participação relativa da informalidade pode subir mesmo com a formalidade batendo recorde.

Rendimento e massa salarial

O rendimento médio real habitualmente recebido ficou em R$ 3.777, ante R$ 3.752 no trimestre anterior. O valor ainda está abaixo do pico da série, de R$ 3.783, alcançado no trimestre encerrado em fevereiro de 2026.

Já a massa de rendimentos — a soma de tudo o que os ocupados recebem — foi a R$ 385,6 bilhões, recorde, com alta de 1,4% no trimestre e de 4,8% em doze meses. É o indicador que mais interessa a quem acompanha consumo: ele cresce pela combinação de mais gente trabalhando com salário médio praticamente estável.

Com informações do IBGE (Pnad Contínua), da Agência Brasil e do Estado de Minas.