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EUA tiram a Venezuela da lista de países que falham contra o narcotráfico e mantêm a Colômbia

Determinação presidencial para o ano fiscal de 2027 inclui 23 países de trânsito ou produção de drogas; só Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia ficaram como países que "falharam de forma demonstrável"

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante assinatura de decretos no Salão Oval da Casa Branca, em 4 de setembro de 2026
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante assinatura de decretos no Salão Oval da Casa Branca, em 4 de setembro de 2026Foto: Abe McNatt/Casa Branca, domínio público

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou em 16 de setembro de 2026 a determinação anual sobre os principais países de trânsito ou produção de drogas ilícitas para o ano fiscal de 2027. O documento, conhecido em Washington como "Majors List", traz uma mudança de peso para a América Latina: a Venezuela deixa de figurar entre os países que "falharam de forma demonstrável" no combate às drogas, categoria em que estava havia cerca de 20 anos.

Quem ficou em cada lista

A determinação aponta 23 países como de trânsito ou produção relevante de drogas. Estar nessa lista não implica sanção: reflete a geografia do tráfico.

A categoria que tem consequências é a dos países que, nos últimos 12 meses, não fizeram esforços substanciais para cumprir compromissos internacionais. Segundo comunicado da Casa Branca, neste ano são quatro: Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia. A classificação pode cortar a assistência americana, a menos que o presidente conceda uma isenção por interesse nacional, como aconteceu com a Colômbia.

Venezuela: "uma mudança drástica de rumo"

O texto justifica a saída da Venezuela pelo que descreve como uma virada após a prisão e a remoção do poder de Nicolás Maduro, e destaca a cooperação do governo interino chefiado por Delcy Rodríguez. A Venezuela, porém, continua na lista geral de países de trânsito.

Colômbia, pelo segundo ano

A Colômbia foi descertificada pelo segundo ano seguido, mas com uma isenção que permite continuar recebendo ajuda. Washington atribuiu a situação à gestão do governo anterior, cujas políticas — segundo o documento — levaram o cultivo de coca e a produção de cocaína a níveis recordes. Trump deixou aberta a possibilidade de rever a classificação se o país avançar "de forma vigorosa" na erradicação da coca e no desmonte de redes criminosas no próximo ano.

O novo presidente, Abelardo de la Espriella, se comprometeu com uma ofensiva contra os cultivos ilícitos. A embaixadora da Colômbia em Washington, María Consuelo Araújo, atribuiu a decisão ao "desgoverno" dos últimos quatro anos.

Bolívia e México

A Bolívia continua entre os países que falharam, embora o documento reconheça maior cooperação e afirme que o novo governo ainda não teve tempo suficiente para reduzir a coca, cuja área cresceu na administração anterior.

O México não foi descertificado. A Casa Branca elogiou a colaboração do governo de Claudia Sheinbaum, mas pediu medidas adicionais contra as organizações criminosas que controlam amplas áreas do território.

Segundo a imprensa da região, Honduras, El Salvador, Guatemala, República Dominicana e Equador também estão na lista geral de países de trânsito ou produção.

Com informações da Casa Branca, Semana, Primicias, La Nación (Paraguai) e Infobae.