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Economia

Petrobras assina contrato de 22 anos para comprar 800 mil toneladas de GNL por ano dos Estados Unidos

O acordo com a Cheniere Marketing é o segundo contrato de longo prazo fechado pela estatal em pouco mais de um mês e eleva a 1,6 milhão de toneladas anuais o volume contratado em fornecedores americanos.

Por Redação RecortNews
A sede da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro, em imagem de 2012.
A sede da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro, em imagem de 2012.Foto: Jim Killock/Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0

A Petrobras informou nesta terça-feira (29) que assinou com a Cheniere Marketing um contrato de 22 anos para a compra de 800 mil toneladas anuais de gás natural liquefeito (GNL). A Cheniere Marketing é subsidiária da Cheniere Energy, hoje a maior exportadora de GNL dos Estados Unidos.

A estatal não divulgou preços nem a data de início das entregas. Na justificativa apresentada, afirmou que "a contratação de volumes de longo prazo reflete a estratégia de reduzir a exposição à volatilidade do mercado spot de GNL", e que o acordo reforça a gestão de risco da carteira de gás natural e amplia a flexibilidade operacional.

O segundo contrato longo em pouco mais de um mês

O anúncio repete, em prazo e volume, um movimento recente. No fim de agosto, a Petrobras havia fechado com a Sempra Infrastructure um contrato de 20 anos, também de 800 mil toneladas por ano, com o gás saindo do terminal de liquefação de Port Arthur, no Texas.

Somados, os dois acordos comprometem a estatal com 1,6 milhão de toneladas anuais de GNL americano por pelo menos duas décadas. É uma mudança de método mais do que de volume: até aqui, boa parte do gás importado pela empresa chegava por compras pontuais no mercado spot, cujo preço oscila com o inverno europeu, com a demanda asiática e com qualquer interrupção de oferta.

Por que o GNL

O gás natural liquefeito é o gás resfriado até virar líquido, o que reduz seu volume cerca de 600 vezes e permite transportá-lo em navios. É o caminho para comprar gás de um país com o qual não há gasoduto, o caso do Brasil em relação aos Estados Unidos.

No mercado brasileiro, o GNL importado funciona sobretudo como reforço: entra quando as térmicas são acionadas em períodos de reservatórios baixos e quando a produção doméstica não acompanha a demanda industrial. Contratos longos dão previsibilidade de preço a esse reforço, mas também fixam obrigação de compra por prazos que atravessam vários governos e vários ciclos do setor elétrico.

Com informações da Agência Brasil, do Jornal de Brasília e de comunicado da Petrobras.