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Esportes

STJD do vôlei cassa por unanimidade a liminar de Tifanny Abreu, que fica fora da Superliga pelo Osasco

O tribunal desportivo negou o mandado de garantia nesta sexta (23) e, no mesmo dia, o Tribunal de Justiça do Rio suspendeu a decisão da 44ª Vara Cível que havia liberado a jogadora em 16 de outubro. O Osasco enfrenta o Mackenzie neste sábado, às 16h, sem ela.

Por Redação RecortNews
Ilustração da jogadora de vôlei Tifanny Abreu, publicada no Wikimedia Commons em 2024. Não há foto de reuso livre da atleta disponível.
Ilustração da jogadora de vôlei Tifanny Abreu, publicada no Wikimedia Commons em 2024. Não há foto de reuso livre da atleta disponível.Ilustração: Larcinha/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Tifanny Abreu está fora das competições organizadas pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Duas decisões tomadas nesta sexta-feira (23) encerraram, por ora, a permissão judicial que permitia à jogadora de 41 anos atuar pelo Osasco São Cristóvão Saúde na temporada 2026/2027.

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol (STJD do Voleibol) rejeitou, por unanimidade, o mandado de garantia nº 002/2026 apresentado pela atleta. No mesmo dia, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) suspendeu a liminar que a 44ª Vara Cível do Rio havia concedido em 16 de outubro — e que era o que a mantinha em quadra. Segundo o relator, a urgência ligada ao calendário esportivo não bastava, por si só, para contornar a exigência constitucional de que disputas desportivas passem primeiro pela justiça desportiva.

O efeito prático é imediato: o Osasco joga neste sábado (24), às 16h de Brasília, contra o Batavo Mackenzie, em Belo Horizonte, pela segunda rodada da Superliga Feminina, sem a jogadora.

O que estava em discussão

A inscrição de Tifanny para a temporada ficou pendente depois que a CBV aprovou sua nova política de elegibilidade. Em agosto, a confederação anunciou que passaria a adotar os critérios do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a participação de atletas trans na categoria feminina. Pela regra, a atleta precisa apresentar resultado negativo em teste genético para o gene SRY, associado ao desenvolvimento sexual masculino.

Com a inscrição travada, a defesa recorreu primeiro à justiça desportiva e depois ao Judiciário comum. A liminar de 16 de outubro destravou a situação por uma semana: Tifanny jogou a Supercopa Feminina, disputada em São Luís e ganha pelo Osasco sobre o Praia Clube, e a estreia do time na Superliga, na segunda-feira, contra o Brasília BRB — partida que ocorreu depois de o STJD adiar o julgamento.

O que diz a CBV

A confederação afirmou que "cumpriu integralmente a decisão anterior", quando a liminar vigorava, e que seguirá cumprindo as determinações da justiça comum e da desportiva. Sobre o mérito, sustenta que sua política de elegibilidade é "uma norma geral, aplicável igualmente a todas", alinhada aos critérios do COI e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), e diz manter "seu compromisso com o respeito e a dignidade de todas as atletas".

Próximos passos

A defesa de Tifanny pretende recorrer e pedir nova avaliação ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, segundo o Globo Esporte. Até que haja decisão nesse sentido, a atleta — que disputa a Superliga desde 2017 e está na sexta temporada em Osasco — permanece impedida de atuar nas competições da CBV.

Com informações de CNN Brasil, Terra, Olimpíada Todo Dia e Globo Esporte.