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Atirador mata seis pessoas na praça central de Cracóvia, e o ministro do Interior aponta inspiração de extrema direita

Quatro mulheres e dois homens morreram e 15 pessoas ficaram feridas — entre elas dois policiais e cinco estrangeiros — no Rynek Główny, por volta das 15h de sábado. A cidade terá luto oficial de 8 a 11 de novembro.

Por Redação RecortNews
O Rynek Główny, praça central do centro histórico de Cracóvia, em imagem de 2013.
O Rynek Główny, praça central do centro histórico de Cracóvia, em imagem de 2013.Foto: Krystyna W./Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

Um homem abriu fogo contra pedestres no Rynek Główny, a praça central de Cracóvia, por volta das 15h de sábado (7), matou seis pessoas e deixou 15 feridas antes de ser baleado e preso pela polícia. Crimes com arma de fogo são raros na Polônia, e o país estava em alerta elevado desde uma sequência de ataques com faca em outubro.

O que a polícia descreveu

Segundo a polícia da Pequena Polônia (Małopolska), o atirador entrou de carro na praça e passou a disparar "contra pessoas ao acaso, de dentro do carro". Os seis mortos são quatro mulheres e dois homens. Entre os 15 feridos estão dois policiais, um deles em estado crítico, informou o ministro do Interior, Marcin Kierwiński.

A porta-voz da polícia Katarzyna Cisło disse que o homem usava roupas de padrão militar e colete balístico e portava uma arma longa de tipo militar. Várias outras armas e muita munição foram encontradas no veículo. Ele foi detido perto do cruzamento das ruas Dietla e Stradomska, depois de trocar tiros com os policiais, e passou por cirurgia. A polícia afirma que ele agiu sozinho e que não há outro suspeito procurado.

Um bonde da linha 1 também foi alvejado, na Plac Wszystkich Świętych. O vidro da cabine do motorista estilhaçou, e nem ele nem os passageiros se feriram, segundo a empresa municipal de transportes MPK.

A motivação segue em investigação

Kierwiński afirmou que o suspeito, um polonês de 25 anos, aparenta ter sido influenciado por ideias de extrema direita e tinha "visões muito radicais", em declarações reproduzidas pela agência britânica PA. A idade divulgada varia entre as fontes: a Reuters informou 24 anos. A polícia faz buscas na casa dele para estabelecer a motivação.

Cinco dos feridos são estrangeiros, e um dos mortos também, disse o ministro. As nacionalidades não foram divulgadas.

Luto na cidade e reação oficial

O primeiro-ministro Donald Tusk disse que o ministro do Interior o mantinha informado e escreveu que "a polícia investiga o histórico e todas as circunstâncias do atentado" — usou a palavra zamach, atentado. Ele viajou de Varsóvia a Cracóvia no mesmo dia. O presidente Karol Nawrocki manifestou solidariedade às vítimas, aos feridos e às famílias.

A prefeitura montou um gabinete de crise, e o prefeito Łukasz Gibała assinou decreto de luto oficial na cidade de domingo (8) a quarta-feira (11), com faixas de luto nas bandeiras e cancelamento de eventos municipais. A polícia pediu que operadores de webcams públicas suspendessem as transmissões ao vivo da área para não atrapalhar o trabalho no local, e moradores e turistas foram orientados a evitar a praça.

Do exterior, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse que "a Polônia não está sozinha", e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, chamou o caso de "crime chocante". O chanceler polonês, Radosław Sikorski, afirmou ter recebido dezenas de mensagens de condolências de colegas.

O Rynek Główny é o coração do centro histórico de Cracóvia, inscrito na lista do Patrimônio Mundial da Unesco, e um dos pontos de maior circulação de turistas no país.

Com informações do serviço oficial da prefeitura de Cracóvia (krakow.pl), Al Jazeera, Reuters, CBS News, PBS NewsHour e agência PA.