O Brasil apresenta em 3 de novembro dois roteiros que serão sua principal contribuição à preparação da COP31, a conferência do clima da ONU que a Turquia sedia este ano. Um deles trata da transição energética global para fontes mais limpas; o outro reúne medidas de combate ao desmatamento e à degradação florestal.
A entrega marca a passagem do bastão. O país presidiu a COP30, realizada em novembro de 2025 em Belém, no Pará, e agora transfere à Turquia a condução da diplomacia climática internacional.
Quando e onde
Segundo a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), a COP31 ocorre em Antalya, no sul da Turquia, de 9 a 20 de novembro. A presidência da conferência é exercida em parceria por Turquia e Austrália. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem agenda prevista no evento nos dias 11 e 12 de novembro.
O que está nos roteiros
O Ministério do Meio Ambiente informou que os estudos técnicos que embasam o roteiro estão em fase de finalização e que o documento é preparado em articulação entre áreas do Executivo federal.
O tema da transição energética teve apoio de cerca de 80 países durante a COP30, mas ficou fora do documento final da conferência. O Brasil manteve o assunto na agenda internacional e prepara seu próprio plano nacional de transição energética, com redução gradual da dependência de combustíveis fósseis e ampliação de renováveis e de tecnologias de baixa emissão.
A tensão interna da política
O plano de negócios da Petrobras para 2026 a 2030 prevê US$ 13 bilhões em energia de baixo carbono, bioprodutos, descarbonização operacional e pesquisa, desenvolvimento e inovação, e mantém a meta de emissões operacionais líquidas zero em 2050. Ao mesmo tempo, sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial, o Ministério de Minas e Energia afirma que a atuação federal busca garantir segurança energética e estabilidade fiscal no curto e no médio prazo.
Para Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, ampliar a exploração de petróleo para novas áreas cria desafios à coerência da política ambiental brasileira. André Castro, diretor técnico do instituto LACLIMA, defende uma coordenação institucional mais forte da política climática e avalia que uma autoridade climática nacional poderia abrir espaço para avanços dentro e fora do país.
Com informações da agência Xinhua, publicadas pelo Brasil 247, e da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.




