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Brasil apresenta em 3 de novembro dois roteiros para a COP31 e passa à Turquia a liderança da agenda climática

Um roteiro trata da transição energética e o outro do combate ao desmatamento; a conferência ocorre em Antalya, de 9 a 20 de novembro, e Lula tem agenda prevista nos dias 11 e 12

Por Redação RecortNews
O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, e o presidente da COP29, Mukhtar Babayev, na abertura da conferência no Parque da Cidade, em Belém, em 10 de novembro de 2025.
O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, e o presidente da COP29, Mukhtar Babayev, na abertura da conferência no Parque da Cidade, em Belém, em 10 de novembro de 2025.Foto: Ricardo Stuckert/PR, via Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

O Brasil apresenta em 3 de novembro dois roteiros que serão sua principal contribuição à preparação da COP31, a conferência do clima da ONU que a Turquia sedia este ano. Um deles trata da transição energética global para fontes mais limpas; o outro reúne medidas de combate ao desmatamento e à degradação florestal.

A entrega marca a passagem do bastão. O país presidiu a COP30, realizada em novembro de 2025 em Belém, no Pará, e agora transfere à Turquia a condução da diplomacia climática internacional.

Quando e onde

Segundo a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), a COP31 ocorre em Antalya, no sul da Turquia, de 9 a 20 de novembro. A presidência da conferência é exercida em parceria por Turquia e Austrália. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem agenda prevista no evento nos dias 11 e 12 de novembro.

O que está nos roteiros

O Ministério do Meio Ambiente informou que os estudos técnicos que embasam o roteiro estão em fase de finalização e que o documento é preparado em articulação entre áreas do Executivo federal.

O tema da transição energética teve apoio de cerca de 80 países durante a COP30, mas ficou fora do documento final da conferência. O Brasil manteve o assunto na agenda internacional e prepara seu próprio plano nacional de transição energética, com redução gradual da dependência de combustíveis fósseis e ampliação de renováveis e de tecnologias de baixa emissão.

A tensão interna da política

O plano de negócios da Petrobras para 2026 a 2030 prevê US$ 13 bilhões em energia de baixo carbono, bioprodutos, descarbonização operacional e pesquisa, desenvolvimento e inovação, e mantém a meta de emissões operacionais líquidas zero em 2050. Ao mesmo tempo, sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial, o Ministério de Minas e Energia afirma que a atuação federal busca garantir segurança energética e estabilidade fiscal no curto e no médio prazo.

Para Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, ampliar a exploração de petróleo para novas áreas cria desafios à coerência da política ambiental brasileira. André Castro, diretor técnico do instituto LACLIMA, defende uma coordenação institucional mais forte da política climática e avalia que uma autoridade climática nacional poderia abrir espaço para avanços dentro e fora do país.

Com informações da agência Xinhua, publicadas pelo Brasil 247, e da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.