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Política

Departamento de Justiça dos EUA denuncia 63 pessoas por crimes eleitorais a um dia das eleições de meio de mandato

O órgão diz ter denunciado 195 estrangeiros em 25 estados em nove semanas e 239 pessoas desde o início do governo — eram 104 em meados de outubro.

Por Redação RecortNews
O Robert F. Kennedy Department of Justice Building, sede do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em Washington, em 2014.
O Robert F. Kennedy Department of Justice Building, sede do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em Washington, em 2014.Foto: Gunnar Klack/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

O Department of Justice (o Departamento de Justiça dos Estados Unidos) informou na segunda-feira, 2 de novembro de 2026 — um dia antes da abertura das urnas nas eleições de meio de mandato —, que procuradores federais denunciaram 63 pessoas por crimes relacionados às eleições, entre elas quatro descritas pelo órgão como estrangeiros em situação irregular.

"O anúncio de hoje marca a maior onda de prisões por fraude eleitoral desde que o presidente Trump voltou ao cargo", disse o procurador-geral Todd Blanche no comunicado do órgão, acrescentando que o departamento seguirá investigando e processando fraude eleitoral para restaurar a confiança no sistema.

As acusações

As acusações envolvem voto de estrangeiros em eleições federais, declaração falsa de cidadania americana para se registrar ou votar, registro eleitoral fraudulento em um segundo estado, declarações falsas em pedidos de naturalização e tentativa de obter a cidadania de forma ilícita.

Os casos foram apresentados em distritos federais de 15 estados: Arkansas, Califórnia, Geórgia, Maryland, Missouri, Nevada, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Carolina do Norte, Pensilvânia, Tennessee, Texas, Utah e Wisconsin.

Os números acumulados

O Department of Justice afirmou que 195 estrangeiros em 25 estados foram denunciados por voto ilegal e irregularidades de registro nas últimas nove semanas, e que 239 pessoas foram denunciadas por crimes ligados a fraude eleitoral desde o início do atual governo.

Esse segundo número subiu rápido. Em meados de outubro, o órgão informou à Fox News Digital que 104 pessoas haviam sido denunciadas por fraude eleitoral desde 2025 — ou seja, o total anunciado mais que dobrou em cerca de três semanas, com uma sequência de anúncios semelhantes na reta final da campanha.

Os casos

No Distrito Leste da Carolina do Norte, nove estrangeiros foram denunciados. Os procuradores sustentam que um deles se registrou para votar em 2008 e votou em nove eleições gerais e nove primárias. Outros quatro foram denunciados no Distrito Oeste do mesmo estado, incluindo acusados de votar na eleição de novembro de 2024 depois de declarar falsamente que eram cidadãos. No Distrito Central da Califórnia, seis pessoas foram denunciadas por declarações falsas em pedidos de naturalização.

Na Geórgia, Benito Covarrubias Iniguez, 64 anos, de nacionalidade mexicana, compareceu na segunda-feira a um juiz de instrução em Gainesville. Segundo o procurador federal Theodore S. Hertzberg, ele entrou no país vindo do México em 2000, obteve um passaporte com o nome de um cidadão americano e o usou para conseguir uma carteira de motorista da Geórgia, se registrar como eleitor e votar na eleição geral de 5 de novembro de 2024. A FOX 5 Atlanta informou que ele é o quarto estrangeiro denunciado por votar em uma eleição federal naquele distrito desde setembro.

No Distrito do Novo México, Robert Glenn Johnson, de Annapolis, Maryland, foi denunciado por apresentar um registro eleitoral em que declarou falsamente morar naquele estado.

O que não está demonstrado

O comunicado do órgão diz que as peças de acusação são apenas imputações e que todo acusado é presumido inocente até que se prove sua culpa além de qualquer dúvida razoável. Não se demonstrou que algum dos casos tenha mudado o resultado de uma eleição, e as autoridades não divulgaram os locais de votação nem os detalhes das cédulas dos 63 denunciados.

Os números também são pequenos diante da escala do voto americano. As 239 denúncias desde 2025 cobrem cinco anos de eleições em um país onde dezenas de milhões de cédulas são depositadas em um único ciclo de meio de mandato — um dado que corta nas duas direções na discussão que o anúncio abre, porque os procuradores sustentam que cada voto ilegal anula um voto legítimo, enquanto os totais não descrevem um padrão grande o bastante para decidir uma disputa federal.

Com informações do Department of Justice dos Estados Unidos, FOX 5 Atlanta e Fox News Digital.