A economia do México cresceu 0,9% entre julho e setembro de 2026 em relação ao trimestre anterior e 3,2% sobre o mesmo período de 2025, segundo a estimativa prévia do produto interno bruto que o Instituto Nacional de Estadística y Geografía (INEGI, o instituto nacional de estatística mexicano) divulgou em 30 de outubro, em seu boletim de indicador 673/26.
É o terceiro trimestre consecutivo de expansão e a taxa em 12 meses mais alta desde 2023, de acordo com as comparações feitas pela imprensa econômica mexicana sobre a série do próprio instituto.
O detalhe por setor
Com dados dessazonalizados, o desempenho foi desigual:
- Atividades terciárias (comércio e serviços): +1,1% no trimestre e +3,3% em 12 meses.
- Atividades secundárias (indústria, construção, mineração e eletricidade): +0,8% no trimestre e +3,1% em 12 meses.
- Atividades primárias (agricultura, pecuária, pesca): -0,4% no trimestre e +1,8% em 12 meses.
O setor primário é o único que recua na comparação trimestral, e pesa pouco no agregado: a força do trimestre vem dos serviços, que são também o maior componente do PIB mexicano.
De onde a economia vinha
A aceleração se lê melhor contra os trimestres anteriores. Em 12 meses, o PIB mexicano havia avançado 0,2% no primeiro trimestre de 2026 e 2,1% no segundo. Em 2025 o ano teve dois trimestres negativos — -0,1% no segundo e -0,2% no terceiro — e fechou com +1,7%. O conjunto de 2024 havia sido de 1,5%.
Esse é o ponto de partida que torna notável o 3,2%: não é uma economia em alta sustentada, mas uma que saiu de um trecho de estagnação.
O que falta confirmar
Duas ressalvas acompanham o número. A primeira é do próprio INEGI: a estimativa prévia é preliminar e não substitui a estimativa tradicional, publicada com mais desagregação semanas depois. O boletim marca a próxima entrega da série prévia para 29 de janeiro de 2027.
A segunda é de contexto externo. No início de outubro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetava crescimento de 1,5% para a economia mexicana em todo o ano de 2026 e alertava que a incerteza externa continuava limitando a expansão. Com três trimestres acima dessa trajetória, a projeção anual fica sujeita a revisão — algo que só o fechamento do quarto trimestre confirmará.
Com informações do INEGI, El Financiero e La Jornada.




