Pular para o conteúdo
RecortNews
Economia

Economia mexicana cresce 0,9% no terceiro trimestre e acelera a 3,2% no ano, melhor marca desde 2023

É o terceiro trimestre consecutivo de expansão, segundo a estimativa prévia do INEGI; as atividades primárias caíram 0,4% e são o único setor no vermelho

Por Redação RecortNews
Fachada do edifício central do INEGI, em Aguascalientes, no México, em 2024.
Fachada do edifício central do INEGI, em Aguascalientes, no México, em 2024.Foto: Luisalvaz/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

A economia do México cresceu 0,9% entre julho e setembro de 2026 em relação ao trimestre anterior e 3,2% sobre o mesmo período de 2025, segundo a estimativa prévia do produto interno bruto que o Instituto Nacional de Estadística y Geografía (INEGI, o instituto nacional de estatística mexicano) divulgou em 30 de outubro, em seu boletim de indicador 673/26.

É o terceiro trimestre consecutivo de expansão e a taxa em 12 meses mais alta desde 2023, de acordo com as comparações feitas pela imprensa econômica mexicana sobre a série do próprio instituto.

O detalhe por setor

Com dados dessazonalizados, o desempenho foi desigual:

  • Atividades terciárias (comércio e serviços): +1,1% no trimestre e +3,3% em 12 meses.
  • Atividades secundárias (indústria, construção, mineração e eletricidade): +0,8% no trimestre e +3,1% em 12 meses.
  • Atividades primárias (agricultura, pecuária, pesca): -0,4% no trimestre e +1,8% em 12 meses.

O setor primário é o único que recua na comparação trimestral, e pesa pouco no agregado: a força do trimestre vem dos serviços, que são também o maior componente do PIB mexicano.

De onde a economia vinha

A aceleração se lê melhor contra os trimestres anteriores. Em 12 meses, o PIB mexicano havia avançado 0,2% no primeiro trimestre de 2026 e 2,1% no segundo. Em 2025 o ano teve dois trimestres negativos — -0,1% no segundo e -0,2% no terceiro — e fechou com +1,7%. O conjunto de 2024 havia sido de 1,5%.

Esse é o ponto de partida que torna notável o 3,2%: não é uma economia em alta sustentada, mas uma que saiu de um trecho de estagnação.

O que falta confirmar

Duas ressalvas acompanham o número. A primeira é do próprio INEGI: a estimativa prévia é preliminar e não substitui a estimativa tradicional, publicada com mais desagregação semanas depois. O boletim marca a próxima entrega da série prévia para 29 de janeiro de 2027.

A segunda é de contexto externo. No início de outubro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetava crescimento de 1,5% para a economia mexicana em todo o ano de 2026 e alertava que a incerteza externa continuava limitando a expansão. Com três trimestres acima dessa trajetória, a projeção anual fica sujeita a revisão — algo que só o fechamento do quarto trimestre confirmará.

Com informações do INEGI, El Financiero e La Jornada.