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Fiocruz vê alta de casos graves de covid-19 em cinco unidades da Federação, e o Ministério da Saúde registra crescimento em 19

O InfoGripe aponta sinal de crescimento de SRAG por coronavírus em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso e no Distrito Federal; a covid-19 responde por 24,1% das mortes com vírus identificado nas últimas quatro semanas

Por Redação RecortNews
O Castelo Mourisco, sede histórica da Fundação Oswaldo Cruz, no campus de Manguinhos, no Rio de Janeiro, em 2009.
O Castelo Mourisco, sede histórica da Fundação Oswaldo Cruz, no campus de Manguinhos, no Rio de Janeiro, em 2009.Foto: Econt/Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

O coronavírus voltou a aparecer nos indicadores de internação. O boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na quinta-feira (5), identificou sinal de crescimento de casos graves de covid-19 em cinco unidades da Federação: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso e o Distrito Federal. A Fiocruz corrigiu nesta sexta a lista inicial, que trazia Mato Grosso do Sul no lugar de Mato Grosso.

Em quatro desses casos — São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e o Distrito Federal — a incidência de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por covid-19 permanece, segundo o boletim, em níveis muito baixos. Em Mato Grosso, o coronavírus é o principal fator por trás da alta de SRAG no estado.

Onde o alerta é de nível, não de tendência

Há um segundo grupo de estados em que a incidência de SRAG está em patamar de alerta, risco ou risco alto, mas sem sinal de crescimento de longo prazo: Roraima, Sergipe e Santa Catarina. Entre as 27 capitais, Aracaju e João Pessoa combinam os dois sinais — nível elevado e tendência de alta sustentada.

A distinção importa para a leitura do quadro. Um estado pode ter poucos casos e estar subindo; outro pode ter muitos casos e estar estável. Santa Catarina, nesta edição do boletim, aparece nas duas listas.

O que os números mostram

O Brasil acumula 171.369 notificações de SRAG em 2026, segundo o boletim. Desse total:

  • 91.420 (53,3%) tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório;
  • 62.823 (36,7%) deram negativo;
  • ao menos 7.457 (4,4%) ainda aguardavam resultado.

Nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes, a distribuição dos resultados positivos entre os casos de SRAG foi: rinovírus com 50,1%, vírus sincicial respiratório com 10,1%, covid-19 com 8,5%, influenza B com 4,7% e influenza A com 4,2%.

A conta muda quando se olha para os óbitos. Entre as mortes por SRAG com vírus identificado no mesmo período, o rinovírus responde por 43%, a covid-19 por 24,1%, a influenza B por 12,7%, o vírus sincicial respiratório por 3,8% e a influenza A por 1,3%. Ou seja: a covid-19 está longe de ser o vírus mais frequente entre os casos graves, mas pesa quase três vezes mais nas mortes do que na incidência.

Quem adoece e quem morre

Na média das últimas oito semanas epidemiológicas, a incidência de SRAG é mais alta em crianças de até 2 anos. A mortalidade, em contrapartida, concentra-se entre pessoas de 65 anos ou mais — o padrão que acompanha as doenças respiratórias desde antes da pandemia e que se manteve ao longo de setembro e outubro, meses em que os casos de SRAG subiram no país.

A conta do Ministério da Saúde

A pasta trabalha com uma série própria e um recorte mais amplo. Com dados consolidados até a semana de 25 a 31 de outubro, o Ministério da Saúde registrou alta de covid-19 há seis semanas em 19 unidades da Federação, em todas as faixas de idade: Rondônia e Roraima, no Norte; Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí, no Nordeste; Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso, no Centro-Oeste; Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, no Sudeste; e Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, no Sul.

Mesmo com a alta, os indicadores nacionais seguem classificados como de risco baixo — leitura compatível com a da Fiocruz, que descreve a incidência de casos graves como baixa apesar do sinal de crescimento.

Com informações de Agência Brasil, do boletim InfoGripe da Fiocruz, do ND Mais e do Sou Brasília.