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Economia

Governo publica o cronograma de gastos de 2026 sem bloqueio nem contingenciamento

Decreto fixa limites de empenho de R$ 115,7 bi até março e R$ 240,3 bi até dezembro; cortes só depois do relatório bimestral

A Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em 2018
A Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em 2018Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado/Wikimedia Commons, CC BY 2.0

O governo federal publicou o Decreto de Programação Orçamentária e Financeira (DPOF) de 2026, que estabelece o cronograma mensal de desembolsos e fixa os limites de empenho — a autorização para gastar — dos órgãos do Executivo federal.

Os limites

  • até março: R$ 115,7 bilhões
  • até novembro: R$ 196,9 bilhões
  • até dezembro: R$ 240,3 bilhões

O decreto cumpre o artigo 8º da Lei de Responsabilidade Fiscal, que obriga a publicação da programação em até 30 dias após a Lei Orçamentária Anual — aprovada em janeiro.

Sem cortes, por enquanto

O governo informou que seguirá o Orçamento aprovado pelo Congresso sem contingenciamento nem bloqueio. Cortes temporários só poderiam vir depois do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para o fim de março.

O precedente de 2025

No ano passado o governo aplicou o faseamento, que congelou um terço das despesas discricionárias: em vez de liberar 1/12 da previsão anual a cada mês, liberava 1/18.

É uma diferença que não aparece no total do Orçamento, mas aparece no caixa de quem executa — um ministério que recebe menos por mês adia contrato, não corta despesa no papel.

Se houver faseamento em 2026, virá junto com o relatório bimestral de março.


Com informações da Agência Brasil. Reportagem original de Wellton Máximo, publicada em 12 de fevereiro de 2026.