O IPCA de janeiro de 2026 ficou em 0,33%, segundo o IBGE. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,44%.
A meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cada lado — ou seja, o intervalo vai de 1,5% a 4,5%.
O acumulado está, portanto, seis centésimos abaixo do teto. Tecnicamente dentro da meta; praticamente encostado nela.
O que empurrou para cima
Transportes subiu 0,60% e foi o maior impacto do mês, contribuindo com 0,12 ponto percentual — puxado por combustível:
- gasolina: +2,06% (impacto de 0,10 p.p.)
O que segurou
Habitação caiu 0,11%, com contribuição negativa de 0,02 p.p., por conta da energia mais barata:
- energia elétrica residencial: −2,73% (impacto de −0,11 p.p.)
É quase uma compensação exata: a queda da energia devolveu ao índice praticamente o mesmo que a gasolina tirou. O que sobrou de 0,33% veio de outros lugares — e, segundo o IBGE, de serviços.
A leitura do instituto
Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa no IBGE, apontou o peso dos combustíveis no mês e a pressão que vem do setor de serviços.
Com informações da Agência Brasil. Reportagem original de Bruno de Freitas Moura, publicada em 10 de fevereiro de 2026.


