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Economia

IPCA de janeiro fica em 0,33% e acumulado de 12 meses vai a 4,44%, perto do teto da meta

Transportes puxaram para cima com a gasolina em alta de 2,06%; energia elétrica mais barata segurou a conta

Abastecimento em posto de combustível do Setor Hoteleiro Norte, em Brasília, em 2015
Abastecimento em posto de combustível do Setor Hoteleiro Norte, em Brasília, em 2015Foto: Pedro França/Agência Senado/Wikimedia Commons, CC BY 2.0

O IPCA de janeiro de 2026 ficou em 0,33%, segundo o IBGE. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,44%.

A meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cada lado — ou seja, o intervalo vai de 1,5% a 4,5%.

O acumulado está, portanto, seis centésimos abaixo do teto. Tecnicamente dentro da meta; praticamente encostado nela.

O que empurrou para cima

Transportes subiu 0,60% e foi o maior impacto do mês, contribuindo com 0,12 ponto percentual — puxado por combustível:

  • gasolina: +2,06% (impacto de 0,10 p.p.)

O que segurou

Habitação caiu 0,11%, com contribuição negativa de 0,02 p.p., por conta da energia mais barata:

  • energia elétrica residencial: −2,73% (impacto de −0,11 p.p.)

É quase uma compensação exata: a queda da energia devolveu ao índice praticamente o mesmo que a gasolina tirou. O que sobrou de 0,33% veio de outros lugares — e, segundo o IBGE, de serviços.

A leitura do instituto

Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa no IBGE, apontou o peso dos combustíveis no mês e a pressão que vem do setor de serviços.


Com informações da Agência Brasil. Reportagem original de Bruno de Freitas Moura, publicada em 10 de fevereiro de 2026.