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Cultura

Música no Museu volta ao Belas Artes depois de oito anos

Projeto criado em 1997 retorna à casa onde nasceu com a abertura da versão latino-americana do RioHarpFestival, nesta quarta-feira

Por Redação RecortNews
O Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro
O Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de JaneiroFoto: Wilson Dias/Agência Brasil

Depois de oito anos, o projeto Música no Museu volta ao endereço onde começou: o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no centro do Rio de Janeiro.

Criado em 1997, o projeto cresceu bem além daquela primeira sala. "Começamos com uma apresentação mensal, depois passou a ser semanal e fomos ampliando. Aí chegou ao Brasil de Norte a Sul, a cidades de países de todos os continentes, inclusive ao Carnegie Hall, em Nova York", contou Sérgio da Costa e Silva, criador e diretor do Música no Museu.

Por que o projeto saiu de lá

As últimas apresentações no MNBA aconteceram em 2018, quando o museu começou a planejar sua reforma. O prédio foi totalmente fechado em 2020 e só voltou a abrir, de forma gradual, em setembro de 2025.

O retorno do projeto coincide com a reabertura de três galerias e integra a programação da 1ª Semana de Arte do Rio de Janeiro.

A abertura, nesta quarta

A volta se dá pela versão latino-americana do 21º RioHarpFestival, que abre nesta quarta-feira (16), às 12h30, no MNBA, com recital do harpista argentino Walter Morato.

A programação segue até 27 de setembro, com 23 concertos de harpistas e grupos do Brasil, da Argentina, do Paraguai, da Venezuela, do Chile e do Uruguai.

Um detalhe sobre o instrumento

Um festival dedicado à harpa, sustentado por seis países sul-americanos, é menos improvável do que parece: o instrumento tem tradição popular firme na região — da harpa paraguaia ao arpa llanera venezuelana —, o que dá ao festival um repertório que vai muito além do erudito europeu.


Com informações da Agência Brasil. Reportagem original de Vitor Abdala. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.