O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou na sexta-feira (18) o plano de governo com que disputa a reeleição. O documento organiza as promessas em torno de segurança pública, custo de vida, saúde e educação — e chega a duas semanas do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Uma pasta só para segurança
A proposta de maior destaque é a criação de um Ministério da Segurança Pública, encarregado de coordenar a política nacional entre União, estados e municípios. A CartaCapital descreve a medida como a recriação de uma pasta que já existiu no desenho do Executivo federal.
O programa também prevê o reforço do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado em maio deste ano, com três frentes declaradas: o combate ao tráfico de armas, o bloqueio financeiro das organizações criminosas e a segurança do sistema prisional.
A ênfase não é casual. O plano do principal adversário na corrida, Flávio Bolsonaro (PL), divulgado dias antes, propõe enquadrar facções como "narcoterroristas", cortar dez ministérios e acabar com a reeleição — o que coloca a segurança pública no centro da disputa dos dois lados, com receitas distintas: mais coordenação federal de um lado, endurecimento penal e Estado menor do outro.
Mínimo acima da inflação e cesta básica sem imposto
Na economia, o texto promete manter a política de reajuste do salário mínimo sempre acima da inflação e a isenção de impostos para os itens da cesta básica. O programa fala ainda em "neoindustrialização", com prioridade para inovação e inteligência artificial.
São promessas de continuidade, não de virada: as duas medidas já são política do atual mandato, e o plano as apresenta como compromisso de manutenção — o que torna o índice de inflação do próximo quadriênio, e não o texto, o que define quanto o mínimo de fato sobe.
Saúde: câncer e Farmácia Popular
Na saúde, o documento promete construir o que chama de maior rede pública de cuidado ao câncer do mundo e ampliar a Farmácia Popular para incluir exames de laboratório e o acompanhamento de doenças crônicas — hoje o programa distribui medicamentos, não serviços.
Educação, defesa e política externa
Na educação, o plano prevê a expansão dos institutos federais de ensino técnico, com prioridade para o interior e as periferias, mais vagas em creche e investimento em ensino em tempo integral.
Na defesa, promete fortalecer a base industrial e tecnológica do setor. Na política externa, o eixo é a integração sul-americana, com o Mercosul apresentado como principal plataforma econômica regional.
Com informações da Agência Brasil e da CartaCapital.



