O mercado financeiro reduziu suas projeções para a inflação e para o crescimento da economia em 2026, segundo o Boletim Focus desta segunda-feira (31), divulgado pelo Banco Central.
Inflação cede, mas segue acima do teto
A estimativa para o IPCA deste ano passou de 5,02% para 5,01%. O recuo é pequeno, mas marca a direção: em junho a projeção chegou a 5,33%, depois de quinze semanas seguidas de alta sob a pressão de combustíveis e alimentos.
Ainda assim, o número continua acima do limite superior da meta, que é de 4,5%.
Para 2027, a projeção subiu de 4,25% para 4,28%. Para 2028, 3,80%; para 2029, 3,50%.
Crescimento um pouco menor
A previsão para o PIB de 2026 caiu de 1,95% para 1,92%. Para 2027, 1,50%; para 2028, 1,98%; para 2029, 2%.
Juros perto do fim do ciclo
A Selic está em 14% ao ano, e os analistas projetam 13,75% até dezembro — o que implica mais um corte. Para 2027, a expectativa é de 12%; para 2028, 10,5%; para 2029, 10%.
O dólar projetado para o fim de 2026 está em R$ 5,20, mesmo patamar da projeção de junho. Para 2027 e 2028, R$ 5,30; para 2029, R$ 5,36.
O ano em três boletins
O Focus de 2026 conta uma história em curva, não em linha reta: em março a inflação projetada estava em 3,91%, dentro da meta, com o Copom sinalizando o início dos cortes. Em junho chegou a 5,33%, fora do teto, empurrada pela guerra no Oriente Médio. Em agosto, 5,01% — ainda alta, mas cedendo.
Com informações da Agência Brasil. Reportagem original de Daniella Almeida, publicada em 31 de agosto de 2026.


