Mais de 625 mil licenciandos e recém-formados fizeram neste domingo (20) a Prova Nacional Docente (PND), aplicada em 806 municípios. O exame é organizado pelo Ministério da Educação (MEC) com apoio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e funciona como a prova teórica do Enade das licenciaturas.
Os portões abriram ao meio-dia e fecharam às 13h, no horário de Brasília. A prova foi das 13h30 às 19h; quem tinha direito a tempo adicional de 60 minutos terminou às 20h.
O número que importa não é o de candidatos
A PND só cumpre o que promete se a nota for usada para alguma coisa — e é aí que está a mudança deste ano.
2.031 entes federativos aderiram ao exame em 2026, o equivalente a 96% das capitais e a 85% dos estados. É um crescimento de 30% em relação a 2025.
Desses, 615 manifestaram interesse em aproveitar o resultado da prova em seus próprios processos de seleção de professores. Na prática, é o começo de uma passagem do modelo em que cada rede aplica seu concurso para um em que uma nota nacional pode abreviar esse caminho — sem que a adesão seja obrigatória.
O exame integra o programa Mais Professores para o Brasil, que reúne as ações do governo federal de valorização e qualificação da docência na educação básica.
Como é a prova
A PND tem duas partes. A de Formação Geral Docente traz 30 questões objetivas e uma questão discursiva, em que são avaliados clareza, coerência, coesão, argumentação e domínio da norma padrão da língua portuguesa. O Componente Específico tem 50 questões objetivas, montadas a partir de situações-problema e estudos de caso ligados à área de formação de cada participante.
São 21 áreas de licenciatura avaliadas nesta edição, entre elas matemática, biologia, história, física e as habilitações em línguas. A nota final vai de 0 a 100, com peso de 80% para as questões objetivas e de 20% para a parte discursiva.
Com informações do Inep, do Ministério da Educação e da Agência Brasil.




