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Economia

TCU fixa em 11,3% a alíquota de referência da CBS para 2027, e o Senado tem até dezembro para confirmar

O cálculo da Receita homologado pelo tribunal chegou a 11,3468%, arredondado para 11,3%, com redutor de 44,2% nas compras da administração pública direta; o governo prevê arrecadar R$ 636,8 bilhões com o tributo em 2027

Por Redação RecortNews
A sede do Tribunal de Contas da União, em Brasília, onde o tribunal homologou o cálculo da alíquota da CBS.
A sede do Tribunal de Contas da União, em Brasília, onde o tribunal homologou o cálculo da alíquota da CBS.Foto: Borowskki/Wikimedia Commons, domínio público

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (28) a alíquota de referência de 11,3% para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o tributo federal que começa a ser cobrado em 2027 e substitui gradualmente o PIS/Pasep e a Cofins. É o primeiro número oficial da nova cobrança do consumo desenhada pela reforma tributária.

O cálculo apresentado pela Receita Federal chegou a 11,3468%, arredondado pelo tribunal para 11,3%. Na mesma decisão, o TCU aprovou um redutor de 44,2% aplicado às compras da administração pública direta, de autarquias e de fundações públicas, inclusive nas importações.

O que o tribunal avaliou

O relator do processo, ministro Vital do Rêgo, afirmou que o tribunal não buscou nem o teto nem o piso possíveis. "Não se buscou a maior arrecadação possível nem a menor alíquota imaginável", disse, segundo a CNN Brasil.

A Receita Federal enviou ao tribunal a metodologia de cálculo da alíquota e do redutor, dividida em 17 módulos, que o TCU analisou e homologou. Pela leitura do tribunal, o percentual não aumenta nem reduz a carga que hoje recai sobre o contribuinte por meio de PIS/Pasep e Cofins: o cálculo partiu da arrecadação atual desses dois tributos.

O que falta para a alíquota valer

A decisão vai ao Senado, que precisa chancelar o percentual por resolução até 15 de dezembro. Se a Casa não fixar a alíquota nesse prazo, a proposta do TCU passa a valer automaticamente em 1º de janeiro de 2027, segundo a Agência Senado.

Os números envolvidos são grandes mesmo no ano de estreia, em que a CBS é cobrada em caráter de teste. O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 estima R$ 636,8 bilhões de arrecadação com a contribuição. O Imposto Seletivo, que também começa a ser cobrado no ano que vem, aparece nas contas do governo com R$ 41,9 bilhões.

Por que esse primeiro número importa

A CBS é a metade federal do novo modelo. A outra é o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de estados e municípios, cuja alíquota é definida por outro caminho. A soma das duas é a chamada alíquota de referência do consumo, e é ela que o contribuinte sentirá ao fim da transição, prevista para se encerrar em 2033, quando o modelo antigo deixa de existir.

Por isso o percentual aprovado nesta quarta-feira funciona como primeiro parâmetro público de um cálculo que vinha sendo feito por estimativas: ele não encerra a discussão sobre a alíquota total, mas ancora a parte federal dela.

Com informações da Agência Senado e da CNN Brasil.