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Economia

Banco Central mantém previsão de 1,6% para o PIB e vê chance maior de a inflação furar o teto

Probabilidade de o IPCA passar de 4,5% em 2026 subiu de 23% para 30%; Selic caiu para 14,75% na semana anterior

Edifício-sede do Banco Central no Setor Bancário Norte, em Brasília
Edifício-sede do Banco Central no Setor Bancário Norte, em BrasíliaFoto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Banco Central manteve em 1,6% a projeção de crescimento do PIB para 2026, no Relatório de Política Monetária. É o mesmo número do relatório de dezembro.

Em 2025 a economia brasileira havia crescido 2,3% — ou seja, a projeção é de desaceleração.

A inflação e o teto

O BC projeta o IPCA em 3,6% no fim de 2026. A meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%.

O dado que mudou não foi a projeção central, foi o risco em volta dela: a probabilidade de a inflação estourar o teto de 4,5% em 2026 subiu de 23% para 30%.

Uma projeção que continua dentro da meta com quase um terço de chance de sair dela é uma previsão e um aviso ao mesmo tempo.

Para os anos seguintes, o relatório traz 3,3% no terceiro trimestre de 2027 e 3,1% no terceiro trimestre de 2028 — convergência lenta.

Os juros

Entre setembro de 2024 e junho de 2025, a Selic subiu sete vezes seguidas até 15% ao ano e ficou nesse nível nas cinco reuniões seguintes do Copom, até ser reduzida para 14,75% na semana anterior ao relatório.


Com informações da Agência Brasil. Reportagem original de Andreia Verdélio, publicada em 26 de março de 2026.