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Brasil

Curso falso de sargento da reserva servia para comprar arma de uso restrito no Rio, diz a Polícia Civil

A delegacia de armas identificou cinco armas compradas com documentos falsificados do Exército, avaliadas em cerca de R$ 50 mil; dos três mandados de prisão temporária, dois foram cumpridos.

Por Redação RecortNews
Viatura da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro, no pátio da corporação, em 2009.
Viatura da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro, no pátio da corporação, em 2009.Foto: Cyro A. Silva/Wikimedia Commons, CC BY 2.0

A Polícia Civil do Rio de Janeiro desarticulou na terça-feira (20) um esquema que simulava a formação de sargentos da reserva do Exército Brasileiro para falsificar documentos militares e viabilizar a compra de armas de uso restrito em lojas autorizadas.

A apuração é da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), com apoio da 1ª Região Militar do Exército. A Justiça expediu três mandados de prisão temporária; dois foram cumpridos, e um alvo seguia não localizado.

Aulas, provas e carteira falsificada

O grupo montou um curso preparatório com aparência de legitimidade, incluindo aulas presenciais e provas. No fim, os participantes recebiam carteira de identidade militar e autorização de compra de arma com assinaturas falsificadas de oficiais do Exército.

Com esses documentos, os compradores iniciavam a aquisição de armas de uso restrito em lojas regulares. Para retirar o produto da loja, o esquema também emitia Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAF) falsos — o documento que fecha o circuito entre a autorização e a entrega.

Cinco armas, cerca de R$ 50 mil

Foram identificadas cinco armas compradas pela via fraudulenta, avaliadas em cerca de R$ 50 mil: quatro pistolas Glock — três no calibre .40 e uma 9 mm — e um fuzil Fire Eagle 5,56 mm. Parte do material ainda estava nas lojas, e a entrega aos compradores foi barrada. A Justiça determinou a perda das armas em favor do Estado, e elas podem ser destinadas ao uso da própria Polícia Civil.

Como a investigação começou

O caso nasceu de um flagrante, cerca de dois meses antes: um homem foi preso ao comprar uma pistola .40 com documentação falsa. A partir dali, os investigadores revisaram outras compras, encontraram pessoas usando documentos com o mesmo padrão de falsificação e chegaram ao curso. O Exército Brasileiro confirmou que os documentos e as autorizações de compra eram falsos.

A polícia ainda trabalha para identificar quem organizava os cursos, quem produzia os documentos e os demais participantes do esquema.

Com informações da Agência Brasil e do Metrópoles.