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Política

Democratas conquistam a Câmara e viram cadeiras do Senado no Texas e na Carolina do Sul; a maioria no Senado segue em aberto

A NBC News projeta maioria democrata de pelo menos 244 das 435 cadeiras da Câmara. No Senado, os democratas tomaram três cadeiras republicanas na noite de terça e precisam de um ganho líquido de quatro.

Por Redação RecortNews
O Capitólio dos Estados Unidos, em Washington, em junho de 2024.
O Capitólio dos Estados Unidos, em Washington, em junho de 2024.Foto: 颐园居/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos na eleição de meio de mandato de terça-feira, segundo projeção do NBC News Decision Desk, e viraram cadeiras do Senado em três estados que o presidente Donald Trump venceu em 2024. O controle do Senado seguia indefinido na madrugada de quarta-feira.

A NBC News projetou que os democratas terminariam com maioria de pelo menos 244 das 435 cadeiras da Câmara. Os republicanos entraram no dia da eleição com 219 cadeiras, contra 214 dos democratas, que precisavam de um ganho líquido de três. A maioria exige 218.

A conta do Senado

Antes da votação, os republicanos tinham o Senado por 53 a 47, contando os dois independentes que votam com os democratas. Para tomar a Casa, os democratas precisavam de um ganho líquido de quatro cadeiras — e conquistaram três delas na noite de terça.

Texas. O deputado estadual James Talarico, democrata e seminarista presbiteriano, derrotou o procurador-geral do estado, Ken Paxton, em disputa projetada pela Decision Desk HQ. Talarico é o primeiro democrata a ganhar uma eleição estadual no Texas desde 1994 e o primeiro que o estado manda ao Senado desde 1988. Paxton chegou à eleição geral após derrotar o senador John Cornyn na primária republicana.

Carolina do Sul. Annie Andrews, pediatra de 45 anos que fez campanha sobre o custo da saúde, derrotou a senadora Darline Graham, segundo a CBS News. Graham, 62, havia sido nomeada pelo governador Henry McMaster para completar o mandato do irmão, o senador Lindsey Graham, morto em julho, e depois venceu uma primária encurtada para disputar um mandato pleno de seis anos. A Carolina do Sul não elegia um democrata para o Senado desde 1998, e Trump venceu o estado por 18 pontos dois anos atrás.

Carolina do Norte. O ex-governador Roy Cooper, democrata, bateu Michael Whatley pela cadeira do senador republicano Thom Tillis, que não disputou a reeleição. "Sabíamos que o caos e a corrupção em Washington estavam prejudicando nossa gente", disse Cooper na noite de terça. "Hoje, vocês disseram que isso tem de parar."

Os democratas também mantiveram duas cadeiras que os republicanos passaram o ciclo atacando: o senador Jon Ossoff foi reeleito na Geórgia sobre o deputado Mike Collins, e o deputado Chris Pappas venceu em New Hampshire pela cadeira da senadora Jeanne Shaheen, que se aposenta. A senadora republicana Ashley Moody foi reeleita na Flórida.

As disputas em Iowa, Michigan, Ohio, Maine, Kansas e Alasca — onde a apuração passa pela contagem de voto ordenado por preferência — seguiam abertas conforme os resultados chegavam, e qualquer uma delas pode definir a maioria.

Governos estaduais

A Geórgia elegeu Keisha Lance Bottoms, ex-prefeita de Atlanta, sobre o republicano Rick Jackson. Ela será a primeira mulher negra eleita governadora de um estado americano. Na Flórida, o republicano Byron Donalds derrotou o democrata David Jolly. Os governadores democratas JB Pritzker, em Illinois, Wes Moore, em Maryland, Josh Shapiro, na Pensilvânia, e Maura Healey, em Massachusetts, foram todos reeleitos. Trinta e seis estados elegeram governador na terça.

O que muda com um Congresso dividido

Uma Câmara democrata encerra o controle republicano unificado do Congresso na segunda metade do mandato de Trump. Entrega à oposição a pauta do plenário, as presidências de comissão e o poder de convocar depoimentos, e significa que nenhum projeto relevante chega à mesa do presidente sem votos democratas. O financiamento do governo é o primeiro teste, porque é a única legislação que o Congresso não pode deixar de votar.

Se os republicanos mantiverem o Senado, o efeito prático é menor do que uma virada completa: indicações ao Judiciário e ao Executivo dependem apenas daquela Casa, e os próximos dois anos se tornam uma negociação sobre gastos, não sobre políticas.

Com informações de NBC News, CBS News, Newsweek, The Hill e Texas Monthly.