Confirmado para um novo mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fechou um roteiro internacional de quatro compromissos até dezembro. A agenda foi alinhada depois de uma reunião com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, no Palácio da Alvorada, e estava à espera do resultado do segundo turno.
O calendário começa na Turquia e termina nos Estados Unidos, em uma cúpula presidida por Donald Trump.
O roteiro
11 e 12 de novembro — Antália, Turquia. Lula participa do segmento de chefes de Estado e de governo da COP31, a conferência do clima da ONU, que vai de 9 a 20 de novembro. É nela que a presidência da conferência passa do Brasil para a Turquia.
13 de novembro — Filipinas. Visita oficial ao país, com a expectativa de assinatura de acordos voltados a ampliar o comércio brasileiro com o Sudeste Asiático.
14 e 15 de novembro — Manila. Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), no mesmo deslocamento da visita bilateral.
Início de dezembro — Montevidéu, Uruguai. Cúpula do Mercosul que encerra a presidência temporária uruguaia do bloco, marcada para o dia 4 — algumas versões do calendário citam 4 e 5. Entram na pauta temas comerciais, entre eles as cotas de exportação para a União Europeia. Há a possibilidade de um encontro com o presidente argentino, Javier Milei, em meio às tensões diplomáticas entre os dois governos.
14 e 15 de dezembro — Flórida, Estados Unidos. Cúpula do G20, presidida por Trump. O Diário do Pará localiza o encontro em Miami.
A conversa que não está marcada
Não há reunião bilateral oficialmente agendada entre Lula e Trump durante a cúpula do G20. Qualquer conversa dependeria de arranjos entre os dois governos nas semanas anteriores.
O último encontro presencial dos dois foi em maio de 2026, na Casa Branca, e durou cerca de três horas. Em agosto eles conversaram por telefone por aproximadamente uma hora e meia. Até a publicação das reportagens consultadas, Trump não havia cumprimentado Lula pela vitória eleitoral.
Por que importa
O roteiro concentra, em cinco semanas, os três canais em que o governo brasileiro tem apostado: clima, comércio com a Ásia e o G20. A ausência de bilateral marcada com Trump é o ponto sensível — o encontro da Flórida é a primeira cúpula multilateral em que os dois dividem a mesma mesa desde a eleição brasileira.
Com informações do JD1 Notícias e do Diário do Pará.




